INFORMATIVOS

Brigas no MC - Casamento - Irmandade Primariedade

Brigas no MC - Casamento

Neste final de semana estivemos em um grande evento motociclístico. O evento foi o casamento do nosso querido
amigo Gilnei Ferrari e Elaine Maier, integrantes do MC Anjos da Lealdade de Schroeder.

Os momentos que vivemos e presenciamos, na festa do casamento provam a existência do vínculo de IRMANDADE no motociclismo.

Essa Irmandade estava evidente diante da presença e da alegria explanadas nos corações de todos os demais
membros do MC Anjos da Lealdade.

Diante das exposições acima, você que está lendo essa mensagem, deve estar perguntando:

O que as Brigas no MC tem a ver com o casamento e com o vínculo de Irmandade no Motociclismo?

No casamento do Gilnei e da Elaine a Irmandade estava presente nas atitudes dos demais membros do MC Anjos
da Lealdade. Estavam  como  se cada um vivesse a emoção de estar casando, todos estavam alegres, emocionados e unidos como Irmãos. Podemos afirmar assim que eles estavam no casamento como irmãos de uma só família.

Quanto as brigas dentro de um MC, no momento da festa e conversando com um dos integrantes do MC Anjos da
Lealdade, o Didter Tribess, ele expôs de um modo bem simples que as brigas, diferenças e discussões dentro de um MC fazem parte da Irmandade existente dentro do motociclismo.

Expôs o Didter que dentro de uma família com laços de sangue os Irmãos brigam, quando esses Irmãos crescem as
brigas continuam presentes, sendo que em algumas famílias essas brigas chegam a criar uma inimizade entre Irmãos, “rachando” literalmente as famílias, fatos esses que não podemos contestar.

Então, concluiu o Didter: “Se dentro de uma família de sangue, onde são educados pelos mesmos pais e da mesma
forma os irmãos brigam, imagina em uma “família” formada por laços de amizades com um vínculo que é o motociclismo, se a briga não estaria presente? Claro que ela vai acontecer.
O que faz a diferença e deixa claro se o motociclista é um “Irmão” ou um “Primo distante” é a forma como as brigas são resolvidas. Os Irmãos que brigam jamais têm na prática de seus atos a má-fé, sendo que se existir dentro do MC um “primo”  a má-fé estará presente.”

O casamento, os atos dos Irmãos do MC Anjos da Lealdade e a conversa com o Didter nos fez pensar e temos que
concordar com ele, pois querer que não existam brigas, diferenças e outras desavenças dentro do MC é ilusão,  todos
somos humanos e como tais somos falhos.

As diferenças que nos fazem ser “Primos” ou “Irmãos” estão nos atos que são praticados com Má-fé ou não, e
como resolvemos essas brigas, pois se não conseguimos resolver as desavenças, seremos eternamente primos, estaremos aí diante da Primariedade dentro do Motociclismo. Se conseguirmos estaremos em uma Irmandade!

No casamento do Gilnei e da Elaine estavam presentes os demais membros do MC Anjos da Lealdade, mas não
como convidados e sim como Irmãos, formando uma verdadeira Irmandade.

A prova dessa Irmandade aconteceu durante a homenagem feita pelo MC aos Noivos, quando foi lida uma mensagem pela Integrante Daiane. Naquele momento todos os demais integrantes do MC Anjos da Lealdade foram se aproximando e envolvendo os noivos, formando um só corpo e um só coração, unidos pela felicidade dos noivos e na felicidade de todos serem Irmãos motociclistas.

Nós de longe olhávamos, sentíamos e principalmente presenciávamos um momento sagrado de Irmandade no
motociclismo.

Parabéns aos noivos e aos demais integrantes do MC Anjos da Lealdade, parabéns ao Motociclismo que planta em
cada motociclista um sentimento de Irmandade.

MotociclismoSC - Ulisses José Ferreira Neto

Fotos:
Vitor Beal Fotografias

 

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1º BALI HAI - LOBOS DO EVENTO - EVENTO ESTÚPIDO

Nesse final de semana fomos ao evento organizado pelo MC Lobos do Vento, ou seja, fomos ao 1º BALI MOTOTURISMO E COLETADOS NO BALI HAI SUMMER CLUB EM BALNEÁRIO PIÇARRAS/SC.
O primeiro pensamento que veio em nossa mente quando entramos no evento foi -  ESTÚPIDO, QUE EVENTO ESTÚPIDO.
Essa expressão ficou em nossa mente pois sabemos que  ESTÚPIDO significa:1. Diz-se do que ou de quem demonstra ter falta ou ausência de inteligência; 2. Que não possui sensibilidade sentimental; que é rude, bruto ou indelicado; 3. Que não provoca ou possui qualquer interesse; que é aborrecido, tedioso ou chato;
Andamos por todo o evento e essa expressão não saia de nossa mente.
O local do evento se não é o melhor que já vimos, sem dúvida é um dos melhores, sendo que, lá veio a expressão de novo na nossa mente, que lugar estúpido.
O lugar é maravilhoso, amplo e o evento pode ser qualificado como um evento inteligente, ou seja, os espaços estavam separados.
Os nossos queridos amigos logistas tiveram uma atenção especial e montaram suas lojas em lugar destacado, sendo que vieram vários logistas prestigiar o evento.
A praça de alimentação era ampla e variada.
Os shows tinham lugar especial para serem realizados.
As motos ficaram todas bem estacionadas e os seguranças davam tranquilidade aos participantes do evento.
O Camping foi outro ponto forte do evento, tinha lugar para todas as barracas.
Ainda tinha o local do evento, que por sí só já era outro atrativo, que lugar lindo, que vista, perto do mar, tudo era chique e lindo.
Aí tivemos que buscar outro significado para a expressão ESTÚPIDO - exagerado ou descomedido.
Que evento exagerado de lindo, que evento exagerado de ótimo, que evento exagerado em organização, que evento exagerado em tudo.
O evento teve uma proposta bem clara, ele foi preparado pelo MC Lobos do Vento para os demais MCs, para os Coletados, para os Motociclistas de Moto Turismo.
A zoeira e os Motociclistas Zoeristas (quem faz zoeira) foram declarados inimigos capitais no evento e não foi permitido a realização de qualquer zoeira, inclusive quando se chegava ao evento tinha um cartaz dizendo que o motociclista que fizesse zoeira seria retirado do evento.
O evento chegou a ser até mal interpretado, pois alguns, sem saber do que se tratava ou seguindo as fofocas indevidas falavam que o evento seria caro, uns diziam que não poderia entrar quem não fosse de MC, nunca vimos tanta besteira, pois toda a exposição do evento era que não se admitiria zoeira, só isso.
O evento teve uma proposta clara, ou seja, ele era feito para os Irmão de Estrada e que tinham orgulho de sustentar um brasão e ainda para aqueles que tem na moto um extensão de seu espírito.
Nesse evento podemos afirmar, perdeu quem não foi.
Os integrantes do MC Lobos do Vento, capitaneados pelo Motociclista Regis deram um show no atendimento aos que estavam presentes. Todos alegres e dinâmicos em receber, estavam sempre presente em todos os lugares do evento.
As bandas escolhidas deram um show a parte, fizeram todo mundo curtir ainda mais o evento.
O que todos sentiram foi a presença da chuva, puxa vida, o evento, por sua maravilhosa realização não merecia a chuva, que pena, que pena, mas sempre em algum evento vai chover e sempre falamos, quando isso ocorre os organizadores do evento tem que mudar o foco para o atendimento a quem foi e isso os Lobos do Vento fizeram, atenderam a todos com muita simpatia e eficiência.
Assim amigos Motociclistas só podemos terminar essa matéria com a expressão ESTÚPIDO – QUE EVENTO ESTÚPIDO de maravilhoso, de espirito motociclista, de identidade com o propósito do Motociclismo Coletado.
MOTOCICLISMOSC ULISSES

Fotos do Evento - http://www.motociclismosc.com.br/fotos_mostra.php?foto=57

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Região Sul - Valente Fazedor de Chuva - 19-04-2014

Região Sul - Valente Fazedor de Chuva - 19-04-2014

Região Sul – (Içara, Balneário Rincão, Criciúma, Nova Veneza, Forquilhinha, Maracajá, Balneário Arroio do Silva, Araranguá, Meleiro, Morro Grande, Timbé do Sul, Turvo, Jacinto Machado, Ermo, Sombrio, Santa Rosa do Sul, Balneário Gaivota, Passo de Torres, São João do Sul, Praia Grande) - SEGUNDO DIA 19-04-2014 - Nos mostrou o projeto - Valente Fazedor de Chuva(Ir em todas as cidades do Estado) que parecia ser de fácil realização não seria tão fácil assim, na verdade ele vem se mostrando um desafio, pois chega uma hora que até tirar o capacete na frente de uma prefeitura dói, sair da moto, preparar a máquina fotográfica e voltar a rodar vai cansando a cada prefeitura visitada.
 Outro obstáculo que realmente faz diferença é a lombada, pois o motociclista tem que fazer toda a redução e aumento de marcha, chegando a hora em que a paciência já foi e se vai pulando as lombadas mesmo.
 O desafio do Fazedor de Chuva Valente é mais difícil pois se tem que tirar uma foto na frente da prefeitura de cada município, e geralmente o paço municipal fica “escondido”, dessa forma se tem que ingressar nas cidades e perder um bom tempo localizando a prefeitura. Se fosse no portal da cidade seria bem mais fácil.
 Esse projeto, como já deu para sentir não é para ser fácil é para testar o foco e a capacidade de cada motociclista.
 Porém, nesse primeiro dia da realização do desafio, ficou uma coisa bem clara e cristalina: Santa Catarina é muito linda e sem dúvida temos que visitar mais o nosso Estado.
 Geralmente escutamos, sem razão, que o projeto não tem graça, pois, não se visitam as atrações turísticas das cidades. Temos que ter em mente a finalidade do projeto, que é andar de moto nas cidades de Santa Catarina, ou seja, o foco é andar de moto e pronto.
 E só o fato do projeto nos levar onde certamente nunca iriamos, pequenas e longínquas cidades de Santa Catarina, já vale a pena, pois por incrível que pareça ao entrar na cidade já descobrimos qual cidade vale a pena ser visitada.
 Ficou visível como os administradores públicos não dão importância ao turismo, mesmo sendo Santa Catarina um estado Turístico, pois as atrações das cidades são muito mal sinalizadas, placas indicativas quase nenhuma, enfim falta muito para nossas cidades poderem chegar a uma excelência em turismo.
 A viagem se tornou cansativa ao extremo, ao ponto de subir e descer da moto se tornar algo penoso, e ainda para ajudar nas últimas cinco cidades a chuva veio forte, aí complicou mais ainda, com chuva tudo muda e complica.
 Mas, sempre que não podemos suportar, o Grande Arquiteto do Universo nos manda um anjo. Estamos entrando em Criciúma, com muita chuva, muita chuva, e perguntamos para um senhor em uma CG onde era a Prefeitura, ele nos olhou e falou, “vem comigo”, e ele nos deixou em frente a prefeitura. Realmente, naquela hora, com aquela chuva, sem dúvida foi um anjo que nos foi enviado.
 Deixamos para pernoitar em Forquilhinha, pois lá tem o Hotel Dona Ema e a Sant Bier, que sem dúvida é uma atração especial. Já era final da noite e com chuva. Chegamos ao hotel e fomos informados que o mesmo estava totalmente lotado, pensem na expressão de desânimo e desespero, pois a única certeza da viagem era a hospedagem do hotel. Aí vem o mundo do motociclismo e nos prova que na vida não podemos ter certeza de nada, e assim, a noite e com chuva fomos procurar uma hospedagem, ao chegarmos no hotel em Nova Veneza foi só cair na cama e sonhar com a minha sexy, inteligente, querida, meiga e sensível “Safira”, minha doce moto e esperar o dia amanhecer para “cair” na estrada novamente.
 Ulisses José Ferreira Neto

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Valente Fazedor de Chuva - O Ínício

18-04-2014
A primeira pergunta que fazem é: O que é isso? Então explicamos que é um projeto proposto pelos Fazedores de Chuva –
www.fazedoresdechuva.com -  em que o objetivo é visitar as 295 cidades de Santa Catarina.
Após esse pequeno esclarecimento as pessoas fazem diversas perguntas. Entre elas: Para que? O que vão ganhar?  Aí respondemos que o motivo que nos leva a tentar cumprir esse desafio é estar na estrada, ir a lugares onde nunca fomos e ganharmos um prêmio maravilhoso que dinheiro nenhum paga, que é o prazer da alma em “andar de moto”.
Fazer o projeto também nos trouxe outro enorme prazer que é a elaboração e planejamento da viagem, pois isso faz com que viajemos antes de subir na moto.
Aproveitamos o feriado de Páscoa e Tiradentes, 18-04-2014, e iniciamos assim o projeto e para tanto fomos ao Sul do Estado. Planejamos sair na quinta logo após o meio dia e ir a Passo de Torres, iniciando assim a visita às cidades.
Porém, como tudo na vida a gente faz os planos e a vida faz a realidade, só saímos de Itajaí perto das 16: 30 horas, pegamos uns “engarrafamentos” na BR 101, especialmente em Florianópolis, Morro do Cavalo e Laguna.
Boa parte do trajeto, na verdade quase todo, foi feito a noite, e sem dúvida um dos prazeres da viagem foi a companhia agradável e linda da LUA, vixe, que lua maravilhosa. Ela estava diferente, enorme e avermelhada, sem dúvida, por isso o projeto já atendeu o objetivo só com esse aspecto.
Chegamos a Passo de Torres perto das 22:00 h e já notamos que falta aos Municípios de nosso Estado visão para o turismo. Em Passo de Torres procuramos um hotel e não encontramos qualquer indicação, qualquer placa indicando a rota. Na verdade não encontramos placas indicando a beira mar, ou mesmo o centro. Encontramos placas indicando onde ficava a ponte para ir a Torres (RS), município vizinho, e assim fomos dormir em Torres, ou seja, deixou SC e o município de Passo de Torres em receber divisas.
Bem amanhã vamos sair cedo para ir visitar as cidades, estamos muito cansados, mas com alma cheia de orgulho e expectativa para amanhã.
Vamos levar vocês motociclistas a esse projeto, pois vamos trazer a cada dia o relato da viagem rumo à realização do projeto “Valente Fazedor de Chuva”.
O SEGUNDO DIA  19-04-2014,  nos mostrou que o projeto que parecia fácil vem se mostrando um desafio, pois chega uma hora que até tirar o capacete na frente de uma prefeitura dói, sair da moto, preparar a máquina fotográfica e voltar a se preparar para rodar vai cansando a cada prefeitura visitada.
Outro obstáculo que realmente faz diferença é a lombada, pois o motociclista tem que fazer toda a redução e aumento de marcha, chegando a hora em que a paciência já foi e se vai pulando as lombadas mesmo.
O desafio do Fazedor de Chuva Valente se torna mais difícil, pois  tem que tirar uma foto na frente da prefeitura de cada município, e geralmente o paço municipal fica “escondido” e  tem que ingressar nas cidades e perder um bom tempo atrás da prefeitura. Se fosse no portal da cidade seria bem mais fácil.
 Esse projeto, como já deu para sentir não é para ser fácil é para testar o foco e a capacidade de cada motociclista.
Porém, nesse primeiro dia da realização do desafio, ficou uma coisa bem clara e cristalina: Santa Catarina é muito linda e sem dúvida temos que visitar mais o nosso Estado.
Geralmente escutamos, sem razão, que o projeto não tem graça, pois, não se visitam as atrações turísticas das cidades. Temos que ter em mente a finalidade do projeto, que é andar de moto nas cidades de Santa Catarina, ou seja, o foco é andar de moto e pronto.
E só o fato do projeto nos levar onde certamente nunca iriamos, pequenas e longínquas cidades de Santa Catarina, já vale a pena, pois por incrível que pareça ao entrar na cidade já descobrimos qual cidade vale a pena ser visitada.
Ficou visível como os administradores públicos não dão importância ao turismo, mesmo sendo Santa Catarina um estado Turístico, pois são muito mal sinalizadas, placas indicativas quase nenhuma, enfim falta muito para nossas cidades poderem chegar a uma excelência em turismo.
A viagem se tornou cansativa ao extremo, ao ponto de subir e descer da moto se tornar algo penoso, e ainda para ajudar nas últimas cinco cidades a chuva veio forte, aí complicou mais ainda, com chuva tudo muda e complica.
Mas, sempre que não podemos suportar, o Grande Arquiteto do Universo nos manda um anjo. Estamos entrando em Criciuma, com muita chuva, muita chuva, e perguntamos para um senhor em uma CG onde era a Prefeitura, ele nos olhou e falou, “vem comigo”, e ele nos deixou em frente a prefeitura. Realmente, naquela hora, com aquela chuva, sem dúvida foi um anjo que nos foi enviado.
Deixamos para pernoitar em Forquilhinha, pois lá tem o Hotel Dona Ema e a Sant Bier, que sem dúvida é uma atração especial. Já era final da noite e com chuva. Chegamos ao hotel e fomos informados que o mesmo estava totalmente lotado, pensem na expressão de desânimo e desespero, pois a única certeza da viagem era a hospedagem do hotel. Aí vem o mundo do motociclismo e nos prova que na vida não podemos ter certeza de nada, e assim, a noite e com chuva fomos procurar uma hospedagem,  ao chegarmos foi só cair na cama e sonhar com a minha sexy, inteligente, querida, meiga e sensível “Safira”, minha doce moto.
No terceiro dia – 20-04-2014  – iniciamos cedo o projeto e quando subimos na moto estávamos renovados para um novo dia, porém esse dia foi diferente, estávamos mais tranquilos, curtindo cada km na viagem.
Depois de visitar as prefeituras chegamos a conclusão que algumas cidades estão jogadas ao vendo, sendo que os Prefeitos não cuidam nem do prédio da Prefeitura, imagine da cidade. Tem prefeitura que nem nome ou indicação tem, realmente é de se admirar.
Tudo correu tranquilamente até o final da tarde, quando chegamos a Orleans e fomos a Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima, sendo que essas cidades ficam em um braço onde você tem que ir e voltar pela mesma estrada, não existe ligação asfáltica com outra cidade.
Quando saímos de Orleans a chuva fina chegou, e fomos assim até Rio Fortuna, sendo que logo após nos dirigimos a Santa Rosa de Lima que para chegar é uma serra, sobe e sobe. Quando iniciamos a subida a chuva fina veio e a noite também, e desafiando a serra fomos assim mesmo.
Aí vem a tradicional pergunta: O que estamos fazendo aqui? A resposta é: Estamos vivendo e andando de moto. É demais estar vivo e sentir essa sensação.
Quando chegamos a Santa Rosa e começamos a descer a serra a chuva veio forte e torrencial, não dava para ver nada. Estávamos trazendo a moto com todo cuidado, e com muita dificuldade, quando o Grande Arquiteto do Universo nos mandou um novo anjo, pois fomos ultrapassados por um carro Fiat Uno e logo em seguida o mesmo diminuiu a velocidade, ligou o pisca alerta e assim desceu toda a serra na nossa frente indicando o caminho por onde devíamos ir. Só de escrever e lembrar ficamos arrepiados. Chegando ao pé da serra ele acelerou e nem sequer  podemos dizer obrigado.
Paramos para dormir em Gravatal, sem dúvida um lindo dia de viagem.
No Q UARTO dia – 20-04-2014 – ainda faltavam 13 cidades para fazer todo o Sul do Estado. Chegou uma hora que dava  vontade de deixar para depois, mas o projeto Fazedor de Chuva Valente é viciante, você passa  a ter necessidade de fazer, de ir em todas as cidades.
Começamos a fazer contagem regressiva e a cada cidade visitada uma alegria ia invadindo nossos corações.
Finalmente faltava Garopaba, que era a última cidade. Que alívio, tínhamos a sensação que íamos conseguir, quando passamos por uma placa indicando a cidade de “Pescaria Brava”. Vixe, que susto, que “balde de água”. Então só nos restou fazer a volta e vencer também Pescaria Brava, porém são alguns km de paralelepípedos e buracos. A moto pulava junto com os pensamentos.
Finalmente, após Pescaria Brava chegamos a Garopaba, que é uma linda cidade, lar dos Garoupas do Asfalto e queridos amigos, achamos a Prefeitura e tiramos a última foto e ali naquele momento completamos a viagem a que nos propomos, visitando 46 cidades do sul do Estado.
Agora falta:  295 – 46 = 249 cidades e já sabemos que temos uma tarefa difícil pela frente, porém andar de moto nos estimula e nos mantém vivos, andar de moto FAZENDO CHUVA nos mantém na estrada com amor e coração.

 

FOTOS - http://www.motociclismosc.com.br/fotos_mostra.php?foto=56
Ulisses José Ferreira Neto

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Valente Fazedor de Chuva - Quase Iniciei

Boa noite meus queridos companheiros de Estrada. Quase
consegui dar início ao projeto do “Fazedor de Chuva Valente”, digo quase por
que estava tudo pronto para dar início, objetivo traçado, tempo e valores
reservados, dia lindo e gostoso para se andar de moto, ou seja, tudo justo e
perfeito para o “pontapé” inicial.

Iria começar indo ao município de Dionísio Cerqueira e de lá
iria até Itapiranga, onde participaria do evento motociclístico do MOTOGOIS,
visitando assim 15 cidades do extremo oeste de Santa Carina.

Fiz o planejamento utilizando o google e quando solicitei a rota mais curta o mesmo apresentou o caminho indo pela BR 470, indo de Taió para Santa Cecília por uma estrada “asfaltada” que liga os dois municípios, assim não precisaria ir até o trevo da BR 470 com a BR 116 e estaria fazendo um percurso que não conhecia.

Quando se sai da BR 470 para Taió a estrada é super gostosa
de pilotar e estava em harmonia comigo, com a moto e com a estrada, tudo
perfeito.

Porém, após passar pelo centro da cidade de Taió e ir pegar a
estrada que ligava a cidade de Santa Cecília o asfalto terminou e iniciou uma
estrada de chão.

Parei e perguntei a um senhor como era a estrada e quantos km
tinha, após essas informações decidir tocar.

A estrada de chão era gostosa, ela era formada principalmente
por pedras, pedregulhos e a paisagem era divina, ou seja, tudo perfeito para
andar de moto.

Após andar mais de quarenta km na estrada de chão comecei a
subir uma serra e aí a estrada de chão sumiu e passou a ser formada somente por
pedras, essas de redondas típicas de pedras de cachoeiras. Fui tocando,
devagar, com cuidado.

Confesso queridos companheiros de estrada que não sou do tipo
habilidoso, sou no máximo um esforçadinho na arte de guiar moto.

Chegou uma hora que não tinha mais estrada, só pedra, então
parei a moto, confesso que rezei um pai nosso pedindo orientação de seguia em
frente ou se voltava, fiz o cálculo no GPS e para chegar faltava a Santa
Cecília faltava quase 20 km e para voltar teria que voltar tudo novamente, resolvi
seguir.

Andei um pouco mais e a estrada ficou pior, parei, deixei a
moto e fui a pé até a próxima curva e vi que não tinha mais estrada, só pedra,
e com as chuvas existiam valetas que dificultavam ainda mais. É importante
lembrar que estava subindo um forte serra.

Diante das condições resolvi voltar. Puxei a moto de forma a
fazer a volta, coloquei ela de lado, aí a lei da gravide mostrou por que é uma
lei, como o peso da moto ficou todo para a descida a moto tombou, não tive como
segurar, então só me restou fazer ela deitar. Não aconteceu nada com a moto,
acredito por causa dos bauletos.

Quando segurei a moto para ir ao chão cai e minha perna ficou
trancada entre o chão e a moto, na parte do joelho, consegui me livrar.

A moto ficou literalmente atravessada na estrada, não passava
carro ou mesmo carroça. Fiquei ali, parado, me chamando de “burro” e esperando
alguém passar, não passou ninguém.

O dia estava quente, muito quente. Esperei por meia hora e
como não passou uma alma viva resolvi ir atrás de ajuda. Deixei tudo, capacete,
câmara filmadora de capacete, máquinas fotografia, jaqueta, tudo mais, só levei
o protetor de coluna, até hoje me pergunto por que levei o mesmo.

Comecei a andar, andar e andar, ainda bem que descia água do
morro e cortava a estrada e daquela água eu ia bebendo, água limpinha e até
geladinha. Um hora quando fui tomar água vi um planta que usávamos para tomar
água quando éramos pequenos e nossas motos eram bicicletas, se fazia uma
canequinha da folhagem da referida planta, e assim fiz, que ótima recordação
vivi.

No caminho em face do calor tirei o protetor de coluna e
deixei ele escondido no mato, ao lado de uma pedra grande, branca, segui
viagem  para buscar ajuda.

Caminhei por mais de três horas até encontrar ajuda. Parei em
uma fazenda de criação de truta, estavam na casa uma mocinha e a sua mãe, claro
que quando me viram vestido de calça de moto e bota e suado daquela forma se
assustaram. Expliquei toda a situação e a senhora pediu para ir conversar com o
marido, que estava no riacho dos peixes. Chegando lá ele me explicou que não
poderia ir ajudar pois estava esperando seu patrão para carregar os peixes no
caminhão, sendo que somente ele fazia esse trabalho, porém me falou para pedir
ajuda a um vizinho seu, e indicou uma “picada” para chegar ao vizinho.

Aí conheci o real significado da palavra “picada”, vixe,
subia morro, passava por dentro de riacho e meu maior martírio, cerca de arame.
Eu não conseguia passar por cima e nem pelo meio então o jeito era passar por
baixo, rastejando, vixe, vixe vixe...que dificuldade.

Quando cheguei no vizinho o mesmo não estava, tudo fechado,
lá voltei eu pela “PICADA”. Chegando novamente na primeira casa solicitei ao
Senhor, quase chorando”, ajuda, e ele falou que iria me ajudar, porém perguntou
se podia almoçar. Eu claro que falei que sim, pois realmente ele estava
trabalhando até tarde.

Porém sentando esperando o senhor sentar as lágrimas não
saiam dos meus olhos por ter que manter aquela expressão de mal, mais por
dentro estava chorando pois pensava na minha safira, nome da minha moto, lá
caída no chão.

Me perguntava se meus pertences ainda estariam lá.

A senhora foi fazer macarrão, almoçoram, ela limpou a
cozinha. Me lembrei da minha avó cozinhando no fogão a lenha, as panelas
brilhando de tão ariadas, vixe que saudade me deu.

Após fomos todos buscar minha moto, que alegria. Na ida
tentava lembrar onde deixei o meu protetor de coluna, aí percebi uma coisa, que
droga, tinha um monte de pedra igual, vixe, fui e não achei o meu protetor de
coluna.

Chegamos na moto eles me ajudaram a levantar a moto, fazer a
volta, agradeci, perguntei quando era, ele não me cobrou nada, me vesti. É bom
ressaltar que todos os equipamentos estavam lá ainda.

Quando subi em cima da moto aí não venci o choro, chora de
felicidade por ter a moto ligado na primeira batida, por não ter acontecido
nada com ela, e acima de tudo por ter vivido uma experiência que me fez
recordar tanta coisa e acima de tudo encontrar pessoas como as que me ajudaram.

A descida foi pior, pois quando subia a moto tracionava nas
pedras, quando descia a medida que freiava a moto as pedras rolavam uma sobre a
outra e a moto ia morro abaixo. Coloquei a moto toda para a direita, fugindo
assim do peral.

Fui buscando a bendita pedra onde tinha deixado o meu
protetor de coluna, que droga, quanta pedra igual, não achei. Chegando em um
local onde a estrada já estava estabelecida, parei e esperei os meus salvadores
para agradecer novamente e quando olho para o lado lá estava o meu protetor de
coluna, vixe que alegria.

Esperei eles, agradeci novamente, eles então me entregaram
uma das minhas luvas, me despedi e fui embora.

Parei em Taió, em um posto, tomei toda a água que podia e
descansei. O joelho doía muito, pois o mesmo ficou trancado quando a moto foi
ao chão.

Depois de ligar e escutar vários sermões resolvi seguir
viagem, contrariando todas as ordem recebidas, rsss. Estava determinado a
começar o meu projeto de Valente Fazedor de Chuva.

Fui até Campos Novos, agora pelo trevo de Curitibanos, e lá
não tive mais força de continuar e o joelho doía muito. Parei em um hotel e no
quarto deitei na cama como uma lagartixa hipnotizada pela luz, não me mexi até
o dia seguinte.

No outro dia me levantei e fui ao posto de saúde onde falei
com o médico que me aconselhou a voltar por causa do joelho, pois teria mais
300 km de ida e 700 de volta, e a tendência era o joelho piorar.

Obedeci a ordem médica, saí de Campos Novos as 10 horas da
manhã e chequei em Itajaí às 18 h., pois tinha que parar sempre por causa da
dor no joelho, pelo menos isso eu fiz certo.

Após analisando todos os fatos observei que fiz tudo errado,
pois fui em uma estrada de chão sozinho, estrada que não conhecia, com uma moto
pesada, não tendo habilidade para tanto, e como dou curso de condução de moto
em comboio, ensino sempre que os acidentes acontecem por vários fatores, como
no meu caso.

Pensei se eu tivesse ficado preso debaixo da moto, não
tivesse conseguido librar o joelho, se tivesse quebrado uma perna, ficaria lá,
pois foram mais de seis horas e não passou uma alma viva se quer.

Então meus queridos amigos, 
agora vocês entendem por “QUASE” comecei o meu projeto de VALENTE
FAZEDOR DE CHUVA, e lhes digo de coração. Agradeço a todos os Fazedores de
Chuva por ter vivido essa experiência com minha moto, pois tudo deu certo
afinal, fiquei bem, a moto ficou inteira e relembrei de minha avó, de minha
infância e conheci pessoas maravilhosas e acima de tudo aprendi que ser um
Fazedor de Chuva e ter amor no desafia mas acima de tudo saber recuar, pois
quando recuamos também vencemos.

 

Ulisses

Quase Fazedor de Chuva Valente

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4º Aniversário MC Feras da Estrada

É difícil começar a escrever quando o coração ainda pula de felicidade, quando o sangue corre de forma descontrolada pelo corpo, pois buscamos palavras para expressar nossos sentimentos e temos certeza que não vamos encontra-las. Estivemos no evento do 4º Aniversário do MC Feras da Estrada, em Rio dos Cedros. Pensem no evento pank, top, pensem no evento que faz a gente se sentir vivo e acima de tudo se sentir motociclista. Primeiramente temos que destacar a mega estrutura física do evento, sendo que os organizadores do evento incluíram ele no rol dos eventos inteligentes, pois fizeram separação dos espaços,  tendo assim lugar onde se podia estacionar sua moto com segurança, lugar para acampar(área coberta), lugar para o show e lugar para alimentação. Segundo destaque foi os shows, que teve início com um bailão, todos os tipos de música que fez todo mundo dançar e tornou o evento alegre, dinâmico. Após vieram as excelentes bandas, onde os clássicos do rock que são curtidos pelos motociclistas estavam presentes. A alimentação foi outro ponto alto da festa, onde a galinha frita, ensopada, macarrão caseiro, aipim, batata e uma variedade de saladas fizeram da janta um verdadeiro banquete. O cuidado foi tanto que os talheres vieram embalados, eu seja, chique no último.
Outro ponto importante foi a alegria dos motociclistas que estavam no evento, todos alegres e felizes por ali estarem.
O que falar o que dizer se as palavras não exprimem a real emoção de estar no evento.
Claro que tudo não é perfeito, mas certamente o mais imperfeito são os motociclistas que vão ao evento para reclamar e ser deselegantes, pois chega-se ao cumulo de achar o valor da entrada caro, R$ 7,00. Por esse valor poder jantar 0800, ouvir música, estar entre amigos é barato, muito barato. Temos que pensar que se formos sair de casa para reclamar, para ver tudo ruim e melhor em ir.
Todos que são motociclistas sabem o quanto trabalhoso é a preparação de um evento e só de ter coragem de fazer o evento já é louvável, pois o evento permite o motociclismo expressar sua verdadeira essência que é estar na estrada e confraternizando com amigos.
Nós motociclistas que curtimos a festa de Aniversário do MC Feras da Estrada só temos a agradecer e pedir desculpas pelos motociclistas que esqueceram o espírito motociclístico em casa, ou quem sabe, nunca tiveram.
Obrigado Feras da Estrada.
MotociclismoSC

Ulisses

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2º Moto Passeio Feminino SC

Nós Motociclistas sabemos que o motociclismo nos surpreende e nos renova a cada
passeio, a cada nova emoção vivida na estrada e nas companhias dos companheiros
de Estrada.

                Sabemos também os Motociclistas Homens que as Mulheres nos surpreendem a cada dia de nossas vidas e
elas nos renovam a cada passeio que estão presente, a cada emoção que fazem a gente, Motociclista Homem, a viver nas estradas em companhia delas.

                Mas não vamos dar enfoque ao lado feminino, ao lado lindo da mulher como mulher, pois esse lado não existe o que falar, pois elas já estavam lindas, encantadoras e acima de tudo femininas, cada uma delas com o seu
jeitinho e modo de ser mulher, com o orgulho de ser mulher.

                Vamos dar ênfase ao lado que muitos Homens Motociclistas se recusam a ver, a imaginar e muito menos aceitar, vamos dar enfoque ao lado que elas não precisam dos Homens Motociclistas, não que elas considerem os Motociclistas Homens dispensáveis, nos achamos(rsss).

                Mas para viverem emoções que o Motociclismo Proporciona,  as Mulheres tem tudo,  a inteligência, o poder, e a habilidade para traçarem seus destinos Motociclísticos por conta própria.

                Isso ficou comprovado, mais que comprovado, quando da realização do Segundo Moto
Passeio Feminino SC, que se realizou no dia Internacional da Mulher, um passeio de ida e volta entre as cidades de Jaraguá do Sul e Rio Negro, 240km.

                As motos que compunham o Comboio eram todas pilotadas por Mulheres Motociclistas,
ou seja, 100% de beleza e emoção.

                E nós como expectadores vimos e presenciamos um passeio de moto, na verdade um
comboio de moto todo organizado, com Briefing na saída, com posições técnicas de comboio perfeitas e no deslocamento ficou provado à habilidade que elas tinham de pilotar suas motos.

                Sem um imprevisto, sem um acidente, todas auxiliando todas e acima de tudo uma alegria e emoção contagiante, onde estar ali participando já era uma emoção que somente um motociclista sabe o que
significa.

                Até deu pena de nós homens, que com nossas pretensas superioridades não faríamos 50% do
que elas fizeram em questão de organização e deslocamento em comboio.

                Todo o passeio estava muito bem organizado, tudo planejado para viver, como foi
vivido, o motociclismo na sua mais pura essência, que é andar de moto fazendo amizade.

                Vejam em nosso site as fotos do passeio e no Facebook, elas por si só já demonstram
tudo que foi o evento.

                Aqui deixamos algo para análise para os motos passeios femininos, talvez estejamos
errados, pois é uma visão de Homem, mas, vamos tomar a ousadia de realizar a seguinte sugestão: 

                - Mais cor de rosa nas motociclistas e nas motos, pois
assim seria mais fácil para os expectadores do passeio identificarem a causa e quem são os pilotos e tornaria a causa do destaque do Dia Internacional da Mulher e da Piloto Mulher mais evidente.

               

                Nós do Site MotociclismoSC deixamos a mensagem para todas as Mulheres que foram no  2º Moto Passeio que estamos orgulhosos de vocês, pois vocês representaram e colocaram o Motociclismo de Santa Catarina em evidência também por suas habilidades e espíritos de Motociclistas.

 

MotociclismoSC

Ulisses José Ferreira Neto

[...]

Ducati Multistrada 1200

Em um final de semana a Ducati - http://www.brasil.ducati.com/index.do -, por sua concessionaria de Florianópolis, localizada na Avenida Ivo Silveira, 3290, bairro Capoeiras, nos cedeu uma máquina de sonho, isso mesmo, andamos com a MULTISTRADA 1200 - DUCATI.

A primeira coisa que chama atenção é ela ser super leve, comparadas com outras motos do mesmo segmento,
parece uma moto de trilha.

Não para por ai, ela se desloca potente na rodovia, pois tem 4 estágios de motor que aumentam a potência do
mesmo, vixe, muita emoção.

Não vamos aqui falar dos aspectos técnicos da moto, ate por não ter conhecimento para isso, mas sem duvida
pilotar a mesma faz o sangue correr, faz a gente se sentir menino com um brinquedo grande.

Outra coisa que gostamos bastante foram os retrovisores que trazem uma ampla visão de quem vem atrás e deixa
pouco ponto cego, fator esse muito importante.

A moto toda é formidável, a moto impressiona por sua cor e pelo ronco do motor, onde ela passa chama a atenção,
embora pareça alto o som do motor quando parada o ronco alto desaparece quando ela esta na estrada rodando, ele some totalmente.

O painel da moto também e pratico e de fácil manuseio, e olha que para nós esses negócios de eletrônico não são
fácil. Mas a mudança do modo de pilotagem e simples, fazer as regulagens dela no painel realmente e muito simples.

Sentimos um pouco o banco, pois estamos acostumados com outra moto, o banco se mostrou um pouco duro, mas no decorrer da viagem essa sensação inicial de desconforto do banco passou.

Sentimo-nos privilegiados em poder guiar uma DUCATI, pois sabíamos que existia, mas nunca achávamos que
poderíamos guiar uma DUCATI, realmente a realização de um sonho.

A moto foi nacionalizada, sendo que dessa forma ficou com os preços atraentes, compensa conferir e realizar um
teste drive com a moto, mas uma opção, na verdade, mas uma grande opção para os
motociclistas que gostam do estilo.

 

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Escapamento Esportivos - Alteração

 

Parecer nº 081/2009
INTERESSADO: Sargento Elsio Balsan – Responsável pelo setor de trânsito do Município de Dionísio Cerqueira.
ASSUNTO: Fiscalização de ruídos emitidos por escapamentos de motos.
I. INTRODUÇÃO
Cuida-se de consulta formulada por Elsio Balsan, Sargento da Polícia Militar de Santa Catarina, com o intuito de obter o pronunciamento deste egrégio Conselho acerca de motocicletas com descarga ou escapamento esportivo, que aos ouvidos do agente parecem emitir ruídos acima do suportável; Salienta o consulente que os escapamentos não se encontram defeituosos no quesito furado ou sem silencioso, sendo apenas barulho anormal; Pergunta se os ruídos emitidos por escapamentos também devem ser medidos por instrumentos, qual o enquadramento e medidas corretas, e se pode ser considerado alteração de característica.
Considerando a competência deste Conselho para responder a consultas relativas à aplicação da legislação de trânsito e dos procedimentos normativos de trânsito, estatuída no art. 14, III, CTB, passa-se a discorrer sobre o tema trazido para análise.
II. GENERALIDADES
Os escapamentos de motos possuem modelos diversos, porém é certo que todos devem possuir silencioso, abafador ou ponteira, normalmente na parte traseira do escape; São confeccionados com vários tipos de matéria prima como por exemplo feito em chapa de aço carbono cromada ou pintada, de alumínio, aço inox, titânio e fibra de carbono, que são materiais mais leves, mais duráveis, mais resistentes à oxidação e mais bonitos esteticamente. Sempre devem conter miolo interno, seja metálico com câmaras (tipo originais) ou lã de vidro (esportivos), para abafar o ruído, mantendo-o dentro dos padrões permitidos, e manter a compressão e bom funcionamento do motor.Basicamente o que diferencia um escapamento esportivo de um escapamento original é que o primeiro possui um design externo diferenciado, seja devido ao formato, material de confecção e estilo, visando deixar a motocicleta com um toque esportivo, ou seja, por abafar menos o ruído, o escapamento esportivo proporciona ao motor um funcionamento mais livre melhorando de certa forma a performance da moto
III. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O Código de Trânsito Brasileiro prevê em seu artigo 230, inciso XI:
Conduzir o veículo com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante.
Da análise do artigo transcrito, percebe-se que são as seguintes situações que caracterizam a infração em tela, senão vejamos:
1. Descarga livre: Significa ser um tubo oco, sem nenhuma espécie de abafador, silencioso ou miolo interno, os quais servem para reduzir os níveis de emissão de ruídos e poluentes, sendo portanto altamente ruidosos; Normalmente são escapes feitos em casa partindo do corte da peça original ou mesmo com a colocação de um cano simplesmente sem nenhum padrão de confecção técnica;
2. Silenciador defeituoso deficiente ou inoperante: Significa dizer que são escapes em que as partes internas, como as câmaras ou miolo interno estão desgastados, bem como a área externa do mesmo esteja quebrada, furada ou danificada, ocasionando assim, emissão de ruído extremamente alta; Ocorre quase sempre nos escapes com muito tempo de uso que em decorrência da corrosão da parte interna, devido ao contato com os resíduos da queima do combustível, que agem como ácido, dissolvendo as câmaras internas e podendo ocasionar furos na parte externa do escape, aumentado assim o nível de ruído.
Tais situações podem ser perceptíveis visualmente pelos agentes de trânsito quando na atividade de fiscalização de trânsito, já que para descarga livre, se o escape for extremamente fino, ou seja, se possuir o diâmetro externo idêntico à medida do tubo que sai do motor (cabeçote ou cilindro), certamente o escape não terá abafador ou miolo, já que para tal, a parte traseira do escape tem que ter no mínimo o triplo do diâmetro da medida do tubo que sai do motor; Além disso o nível de ruído será extremamente alto, bem estridente e agudo, diferente de um escape esportivo com miolo interno em que o ronco é mais grosso e abafado. Para silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante, o escape tem de estar com danos em sua parte interna, ou furos, quebras ou danos na área externa, como bocal traseiro ou corpo do escape furado ou quebrado.
Cumpre salientar que no artigo 230, XI do CTB e até mesmo na legislação de trânsito, não há qualquer previsão de nível máximo de ruído a ser emitido por escapamentos de veículos, e, consequentemente nenhum equipamento deve ser utilizado por agente de trânsito quando da fiscalização de tal equipamento.
Apenas o art. 104 do Código de Trânsito Brasileiro prevê que:
Os veículos em circulação terão suas condições de segurança, de controle de emissão de gases poluentes e de ruído avaliadas mediante inspeção, que será obrigatória, na forma e periodicidade estabelecidas pelo CONTRAN para os itens de segurança e pelo CONAMA para emissão de gases poluentes e ruído.
Pelo artigo 104 do CTB, ficou estabelecida a divisão de competência para fins de inspeção, cabendo ao Contran a forma e periodicidade de avaliação dos itens de segurança e ao CONAMA a forma e periodicidade de avaliação de gases poluentes e ruídos; Desta forma, o Contran estabeleceu as normas referentes à inspeção técnica de veículos conforme art. 104 do CTB através da Resolução nº 84 de 19 de Novembro de 1998, estabelecendo a obrigatoriedade da mesma para o licenciamento de veículos tendo por objetivo inspecionar e atestar as reais condições dos itens de segurança da frota em circulação, sendo que conforme Anexo I da referida Resolução, o sistema de exaustão de gases é um dos itens de análise quando da inspeção; Ocorre porém que tal Resolução teve sua vigência suspensa pela Resolução nº 107 de 21 de dezembro de 1999 do Contran, a qual permanece em vigor.
Quanto à emissão de ruídos emitidos pelo escapamento da motocicleta, a Resolução nº 252 de 01 de fevereiro de 1999 do CONAMA estabelece para os veículos automotores, inclusive veículos encaroçados, complementados e modificados, nacionais ou importados, limites máximos de ruído nas proximidades do escapamento, para fins de inspeção obrigatória e fiscalização de veículos em uso, disciplinando que para veículos nacionais ou importados que atendam aos limites máximos de ruído em aceleração estabelecidos nas Resoluções no 002/93 e 008/93 do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, o limite máximo de ruído para fins de inspeção obrigatória e fiscalização é o ruído emitido por veículos automotores na condição parado, declarado pelo fabricante ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, conforme art. 20, § 6o da Resolução CONAMA no 008/93 ou art. 1o, § 6o da Resolução CONAMA no 002/93, dependendo da categoria de veículo.
Conforme a Resolução 252/1999 do CONAMA, para motocicletas, motonetas, ciclomotores, e bicicletas com motor auxiliar e veículos assemelhados, o limite máximo permitido é de 99Db, sendo tal medição devendo ser realizada de acordo com a norma brasileira NBR 9714 – Ruído Emitido por Veículos Automotores na Condição Parado – Método de Ensaio, no que se refere à medição de ruído nas proximidades do escapamento, utilizando-se equipamento previamente calibrado pelo Inmetro ou laboratórios pertencentes à Rede Brasileira de Calibração.
Quanto à indagação do consulente se a troca do escapamento da motocicleta por escapamento esportivo poderia caracterizar alteração de característica de veículo, necessário salientar que o escapamento esportivo mantém a mesma finalidade técnica que o escapamento original, ou seja, a passagem dos gases do cilindro e a compressão do motor; A proibição de modificação de características de veículo referem-se às estruturais, ou seja, mudanças que fariam com que a motocicleta ficasse diferente e tivesse modificado ou excluído os itens que são obrigatórios no veículo ou na informação do documento do mesmo.
IV. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Do exposto, conclui-se que nas ações de fiscalização de trânsito, apenas poderá o agente de trânsito autuar o proprietário de uma motocicleta, motoneta ou ciclomotor se a descarga estiver livre ou o silenciador de motor de explosão estiver defeituoso, deficiente ou inoperante, conforme previsão do art. 230, Inciso XI do Código de Trânsito Brasileiro.
Naquelas situações em que a descarga não esteja livre ou o silenciador de motor de explosão não esteja defeituoso, deficiente ou inoperante, mas conforme palavras do consulente, “que aos ouvidos do agente parecem emitir ruídos acima do suportável”, não há previsão legal de alguma ação por parte do agente de trânsito, já que deverá ser objeto de inspeção técnica regulamentada pela Resolução nº 84/1998 do Contran, infelizmente ainda com sua vigência suspensa, seguindo-se o preconizado na Resolução nº 252 de 01 de fevereiro de 1999 do CONAMA.
Quanto à troca do escapamento original das motocicletas por escapamentos chamados esportivos, não há que se falar em alteração de característica de veículo já que não refere-se à mudança estrutural do veículo.
É o parecer que submeto à deliberação deste colendo Conselho.

Florianópolis, 27 de janeiro de 2009.
ANDRÉ GOMES BRAGA
Conselheiro do CETRAN/SC

Aprovado por unanimidade na Sessão Ordinária n.º 003, realizada em 27 de janeiro de 2009.

LUIZ ANTONIO DE SOUZA
Presidente
Demais orientações - Parecer 81/CETRAN/SC/2009:

A Resolução nº 228, de 02 de março de 2007 do Conselho Nacional de Trânsito, deu nova redação ao item “10” do inciso IV do art. 1º da Resolução nº 14/98 do Contran, a qual estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências.
“Art. 1º Para circular em vias públicas, os veículos deverão estar dotados dos equipamentos obrigatórios relacionados abaixo, a serem constatados pela fiscalização e em condições de funcionamento:
[...];
IV) para as motonetas, motocicletas e triciclos:
[...];
10) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor, dimensionado para manter a temperatura de sua superfície externa em nível térmico adequado ao uso seguro do veículo pelos ocupantes sob condições normais de utilização e com uso de vestimentas e acessórios indicados no manual do usuário fornecido pelo fabricante, devendo ser complementado por redutores de temperatura nos pontos críticos de calor, a critério do fabricante, conforme exemplificado no Anexo desta Resolução”.

Estabelece a Resolução nº 14/98 em seu art. 9º do Contran, que os proprietários ou condutores, cujos veículos circularem nas vias públicas desprovidas dos requisitos estabelecidos, ficam sujeitos às penalidades constantes do art. 230 do Código de Trânsito Brasileiro, no que couber.
Prevê o art. 230 do Código de Trânsito Brasileiro:

“Art. 230. Conduzir o veículo:
[...];
IX - sem equipamento obrigatório ou estando este ineficiente ou inoperante;
X - com equipamento obrigatório em desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN;
XI - com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante;
[...];
XVIII - em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, ou reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído, prevista no art. 104;
[...]”.
Dos incisos acima transcritos, percebe-se que uma motocicleta que transite com dispositivo destinado ao controle de ruído de motor deficiente, poderia ser enquadrado num primeiro momento nos incisos IX, X ou XVIII do art. 230 do CTB, sendo que pelo princípio da especificidade, é adequado a aplicação do inciso XI por referir-se especificamente à descarga e ao silenciador do motor, cabendo ressaltar que não há qualquer menção relativo a medição de decibéis.
A Resolução nº 204 de 20 de outubro de 2006 do Contran a qual regulamenta o volume e a freqüência dos sons produzidos por equipamentos utilizados em veículos e estabelece metodologia para medição a ser adotada pelas autoridades de trânsito ou seus agentes, a que se refere o art. 228 do Código de Trânsito Brasileiro – CTB, que em um primeiro momento poderia ser aplicada na medição de ruídos emitidos por escapamentos, prevê que excetua-se da aplicação da referida Resolução os ruídos produzidos por motor e demais componentes obrigatórios do próprio veículo; Desta forma, sendo o dispositivo destinado ao controle de ruído considerado componente obrigatório de motocicletas, motonetas e ciclomotores, logo conclui-se que a tabela de decibéis prevista na Resolução 204/2006 do Contran não se aplica para medição de ruídos emitidos por escapamentos.
Comete equívoco o consulente quando alega em seu desiderato que o Parecer 081/2009 aprovado por este Conselho, teria deixado de observar as orientações da Resolução 228/07 do Contran; O citado Parecer é claro ao descrever que o escapamento esportivo possui um design externo diferenciado, seja devido ao formato, material de confecção e estilo, visando deixar a motocicleta com um toque esportivo, ou seja, por abafar menos o ruído, o escapamento esportivo proporciona ao motor um funcionamento mais livre; Desta forma, não é o simples fato de uma motocicleta possuir escapamento esportivo que estará configurada a infração, pois o mesmo poderá ter um design externo diferenciado mas com dispositivo destinado ao controle de ruído de modo a abafar o som de forma adequada; Caso o escapamento esportivo tenha sido fabricado de modo a abafar menos o ruído do veículo, estará ocorrendo a infração do art. 230, inciso XI por estar o mesmo deficiente na sua função para o qual a legislação prevê.
ANDRÉ GOMES BRAGA
Conselheiro Representante da PMSC
Andre lendo a coluna -carta dos leitores- muitos são os comentarios sobre apreensão de motos utilizando escapamentos outros que não os originais, pois bem aqui em Curitiba – Pr as apreensões ocorrem com muita frequencia e as notificações são lavradas alegando o artigo 230 parágrafo XI e o artigo 3º do CTB muitas lavradas com o veiculo em movimento e o condutor nao identificado.Pois bem muitos colegas recorreram seguindo ate mesmo as suas orientações e os recursos foram indeferidos na JARI, mesmo alegando que não houve aferição do nivel de ruido,que o veiculo não foi parado etc e tal.A JARI alega que NÃO SE TRATA DE AFERIÇÃO E NIVEL DE RUIDO E SIM DE ALTERAÇÃO DE CARACTERISTICA DO VEICULO,entao lhe pergunto o que é alteração de caracteristica e o que não é? mais uma vez abraço e este ano o motonline meeting esperamos não seja no dona siroba hahaha
abraço Rui (32), Curitiba – PR

http://www.motonline.com.br/alteracao-de-caracteristicasescapamento-abastecimento-da-moto-no-posto-shell-que-moto-comprar/

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