INFORMATIVOS

Brigas no MC - Casamento - Irmandade Primariedade

Brigas no MC - Casamento

Neste final de semana estivemos em um grande evento motociclístico. O evento foi o casamento do nosso querido
amigo Gilnei Ferrari e Elaine Maier, integrantes do MC Anjos da Lealdade de Schroeder.

Os momentos que vivemos e presenciamos, na festa do casamento provam a existência do vínculo de IRMANDADE no motociclismo.

Essa Irmandade estava evidente diante da presença e da alegria explanadas nos corações de todos os demais
membros do MC Anjos da Lealdade.

Diante das exposições acima, você que está lendo essa mensagem, deve estar perguntando:

O que as Brigas no MC tem a ver com o casamento e com o vínculo de Irmandade no Motociclismo?

No casamento do Gilnei e da Elaine a Irmandade estava presente nas atitudes dos demais membros do MC Anjos
da Lealdade. Estavam  como  se cada um vivesse a emoção de estar casando, todos estavam alegres, emocionados e unidos como Irmãos. Podemos afirmar assim que eles estavam no casamento como irmãos de uma só família.

Quanto as brigas dentro de um MC, no momento da festa e conversando com um dos integrantes do MC Anjos da
Lealdade, o Didter Tribess, ele expôs de um modo bem simples que as brigas, diferenças e discussões dentro de um MC fazem parte da Irmandade existente dentro do motociclismo.

Expôs o Didter que dentro de uma família com laços de sangue os Irmãos brigam, quando esses Irmãos crescem as
brigas continuam presentes, sendo que em algumas famílias essas brigas chegam a criar uma inimizade entre Irmãos, “rachando” literalmente as famílias, fatos esses que não podemos contestar.

Então, concluiu o Didter: “Se dentro de uma família de sangue, onde são educados pelos mesmos pais e da mesma
forma os irmãos brigam, imagina em uma “família” formada por laços de amizades com um vínculo que é o motociclismo, se a briga não estaria presente? Claro que ela vai acontecer.
O que faz a diferença e deixa claro se o motociclista é um “Irmão” ou um “Primo distante” é a forma como as brigas são resolvidas. Os Irmãos que brigam jamais têm na prática de seus atos a má-fé, sendo que se existir dentro do MC um “primo”  a má-fé estará presente.”

O casamento, os atos dos Irmãos do MC Anjos da Lealdade e a conversa com o Didter nos fez pensar e temos que
concordar com ele, pois querer que não existam brigas, diferenças e outras desavenças dentro do MC é ilusão,  todos
somos humanos e como tais somos falhos.

As diferenças que nos fazem ser “Primos” ou “Irmãos” estão nos atos que são praticados com Má-fé ou não, e
como resolvemos essas brigas, pois se não conseguimos resolver as desavenças, seremos eternamente primos, estaremos aí diante da Primariedade dentro do Motociclismo. Se conseguirmos estaremos em uma Irmandade!

No casamento do Gilnei e da Elaine estavam presentes os demais membros do MC Anjos da Lealdade, mas não
como convidados e sim como Irmãos, formando uma verdadeira Irmandade.

A prova dessa Irmandade aconteceu durante a homenagem feita pelo MC aos Noivos, quando foi lida uma mensagem pela Integrante Daiane. Naquele momento todos os demais integrantes do MC Anjos da Lealdade foram se aproximando e envolvendo os noivos, formando um só corpo e um só coração, unidos pela felicidade dos noivos e na felicidade de todos serem Irmãos motociclistas.

Nós de longe olhávamos, sentíamos e principalmente presenciávamos um momento sagrado de Irmandade no
motociclismo.

Parabéns aos noivos e aos demais integrantes do MC Anjos da Lealdade, parabéns ao Motociclismo que planta em
cada motociclista um sentimento de Irmandade.

MotociclismoSC - Ulisses José Ferreira Neto

Fotos:
Vitor Beal Fotografias

 

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Região Sul - Valente Fazedor de Chuva - 20-04-2014

No terceiro dia – 20-04-2014  – iniciamos cedo o projeto e quando subimos na moto estávamos renovados para um novo dia, porém esse dia foi diferente, estávamos mais tranquilos, curtindo cada km na viagem.

Depois de visitar as prefeituras chegamos a conclusão que algumas cidades estão jogadas ao vendo, sendo que os Prefeitos não cuidam nem do prédio da Prefeitura, imagine da cidade. Tem prefeitura que nem nome ou indicação tem, realmente é de se admirar.

Tudo correu tranquilamente até o final da tarde, quando chegamos a Orleans e fomos a Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima, sendo que essas cidades ficam em um braço onde você tem que ir e voltar pela mesma estrada, não existe ligação asfáltica com outra cidade.

Quando saímos de Orleans a chuva fina chegou, e fomos assim até Rio Fortuna, sendo que logo após nos dirigimos a Santa Rosa de Lima que para chegar é uma serra, sobe e sobe. Quando iniciamos a subida a chuva fina veio e a noite também, e desafiando a serra fomos assim mesmo.

Aí vem a tradicional pergunta: O que estamos fazendo aqui? A resposta é: Estamos vivendo e andando de moto. É demais estar vivo e sentir essa sensação.

Quando chegamos a Santa Rosa e começamos a descer a serra a chuva veio forte e torrencial, não dava para ver nada. Estávamos trazendo a moto com todo cuidado, e com muita dificuldade, quando o Grande Arquiteto do Universo nos mandou um novo anjo, pois fomos ultrapassados por um carro Fiat Uno e logo em seguida o mesmo diminuiu a velocidade, ligou o pisca alerta e assim desceu toda a serra na nossa frente indicando o caminho por onde devíamos ir. Só de escrever e lembrar ficamos arrepiados. Chegando ao pé da serra ele acelerou e nem sequer  podemos dizer obrigado.

Paramos para dormir em Gravatal, sem dúvida um lindo dia de viagem.

MotociclismoSC

Ulisses

 

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VIAGEM DOS SONHOS

 

Depois de muito tempo de planejamento e de sonho, conseguimos realizar a nossa viagem dos sonhos, que era fazer oito mil quilômetros andando pelo Chile, Argentina e Uruguai.

Nesta viagem fui acompanhado do motociclista Valmir e Jairo, ambos muito experientes e parceiros de estrada de muitas outras jornadas.

Para esse projeto a primeira coisa que fizemos foram várias reuniões no total de sete onde foram decididos o roteiro, alimentação, o que levar de ferramentas, roupas remédios. Essas reuniões serviram para dar base de nos conhecer melhor um ao outro e dar mais afinidade. Depois de tudo planejado e calculado na medida do possível no dia 03 (três) de abril saímos de Itajaí em direção a Dionísio Cerqueira.

Neste primeiro dia de viagem nós optamos em fazer um tiro longo para sair do Brasil, pois o nosso foco era viajar na Argentina, Chile e Uruguai e foi um dia em que a chuva nos acompanhou e foi um dia de muita água, simplesmente muita chuva. Isso já tornou a viagem um pouco mais tensa por causa da visibilidade e os motivos de segurança, mas fomos com calma e tranqüilidade e chegamos ao final do dia em Dionísio Cerqueira onde nos hospedamos e fomos a pé ao país visinho da Argentina conhecer, conversar tirar umas informações e também tomar umas cervejas e eu, no caso coca cola. Voltamos para o hotel e nos preparamos para a adrenalina do dia seguinte.

Quando saímos já começamos a sentir a adrenalina, aquela paixão pela moto aflorando na pele e todos os sentidos ficam ligados e nos sentimos emocionados e esse primeiro dia foi bem isso com um grande sentimento de união aos parceiros de viagem e as motos.

No segundo dia fomos de Dionísio Cerqueira a Presidência Chances Pena e novamente a chuva esteve presente, muita chuva, teve uma hora em que eu estava guiando atrás do Valmir e a moto dele sambou de tudo quanto foi lado e eu pensei que ele iria para i chão, mas ele com a experiência de motociclista que possui puxou a moto de volta botou ela no trilho e colocou ela de volta na pista, foi um grande susto. Na metade do dia a chuva chegou a parar e começamos a andar pelas grandes retas da Argentina.

Era muita reta, era tanta reta que a gente fazia uma reta vinha outra reta e depois outra reta e chegamos em Presidente Pena todos cansados mas alegres e com o dia realizados, logo nos preparamos para o outro dia.

No terceiro dia fomos de Presidente Pena a São Salvador do Jui Jui, foi uma viagem emocionante pelas estradas que nos convidam a andar, uma estrada que faz a moto andar sozinha e a adrenalina segue na frente da moto e empurrando a moto, tudo se torna um corpo só você e a moto, a vontade de andar a vontade de sentir e nesse dia nós tivemos uma surpresa que são as montanhas coloridas, você está pilotando e daqui a pouco você olha uma estrada que te leva simplesmente a lugares maravilhosos, lugares onde a paisagem é totalmente diferente do Brasil, são montanhas verdes, amarelas, azuis e que não tem explicação, parece que Deus chegou ali e pintou cada montanha daquela de uma cor diferente, fora a estrada magnífica em todos os pontos em que ela te acompanha.

Foi o primeiro ponto em que pulamos da moto de alegria, de êxtase e de felicidade por estar vivendo aquele momento tão lindo e estar vivendo situações tão lindas como aquela. Simplesmente a gente pôde ver o mundo através talvez com um pouquinho dos olhos de Deus que fez esse nosso querido mundo.

No quarto dia nós fizemos um trajeto de São Salvador do Jui Jui a São Pedro do Atacama e esse dia foi um dos mais marcantes da nossa vida como motociclista, tudo foi lindo nesse dia, simplesmente tudo e quando você chega ao deserto de sal e a nossa reação foi ajoelhar porque Deus estava ali presente naquele momento e você tinha certeza da existência do criador e que tudo aquilo que fizemos para nós mesmos como brigas, contra gostos, as revoltas por pouca coisa são tão insignificantes diante daquela obra grandiosa de Deus.

Dali seguimos para a divisa do Chile e toda a estrada é maravilhosa e se no dia anterior a adrenalina estava a mil, ali a adrenalina estava se acalmando no sentido de sentir, curtir e viver aquela longa viagem.

A divisa do Chile é mais complicada do que a da Argentina, fizemos a aduana e fomos para uma pousada em São Pedro do Atacama.

No próximo dia ficamos o dia todo em São Pedro do Atacama que era o quinto dia de viagem e lá aproveitamos para conhecer o Vale da Lua, os gêiser que é uma obra da incrível da natureza, pegamos 8 graus negativos, frio muito frio, ainda bem que levei uma jaqueta de lã de carneiro que foi a salvação da lavoura.

São Pedro do Atacama é uma cidade construída de barro, as estradas tudo em barro batido, porém a estrutura é de uma cidade turística com pousadas muito bem elaboradas com ar condicionado e camas e chuveiros muito gotosos. A comida também é muito boa e temos que variar, pois é um tempero diferente .

As paisagens do Vale da Lua, só olhando a sessão de fotos que vocês vão sentir do que estamos falando e foi realmente uma experiência muito incrível.

Todo mundo sabe que lá é o deserto de sal e muitas regiões são formadas pelo sal.

Pela explicação do nosso guia aquilo nunca foi mar e nunca seria mar e sim uma explosão do vulcão e que trouxe o sal para cima da terra.

No sexto dia fomos de São Pedro do Atacama até Caldeira sendo uma viagem também muito impressionante porque chegamos a um ponto em que todo motociclista acredito que um dia queria ver que é a Mão no Deserto. Quando avistamos a Mão no Deserto a sensação foi simplesmente em dizer: Cara cheguei aqui!!!!!! Cara estou aqui na Mão no Deserto, eu sempre via nas revistas a emoção e a vontade dos motociclistas vencendo essa barreira e você chega lá e vê aquele esplendor todo você diz: Meu, consegui, venci, estou aqui!!!!!!

Você vem guiando pelo deserto do Chile e foram 1.200 quilômetros que andamos sendo que não pegamos nem um bichinho na bolha da moto, um grande deserto. Você vê grandes máquinas de mineração, realmente gigantescas em que não tínhamos noção da dimensão daquelas máquinas. Você vai andando e é somente deserto e mais deserto, quando de repente você faz uma curva longa e dá de cara simplesmente com o Oceano Pacífico, as cordilheiras, as montanhas do deserto praticamente entram dentro do Pacífico. Aquilo é rejuvenescedor e você sente vontade de pular e diz: Meu Deus!!!!!!!!!!

È uma surpresa tão grande, tão bonita que você fica sem saber o que pensar, pois a paisagem muda radicalmente de areia para mar.

Foi uma emoção muito grande, uma situação inusitada. Fomos para La Serena e  aconteceu que na subida de um morro um grande congestionamento, nenhum carro ia e nenhum carro voltava, fomos com as motos pelo ladinho e quando chegamos lá em cima a polícia nos parou e explicou que não poderíamos prosseguir pois um caminhão que transportava ácido virou na estrada, mas como não tínhamos mais gasolina para voltar ao último posto que tínhamos passado e assim não tínhamos mais autonomia. Mais abaixo de onde tinha acontecido o acidente tinha um vilarejo, seguimos para lá e fomos a procura de uma pousada, mas não tinha pousada no vilarejo, vimos uma marquise de um restaurante que estava fechado e decidimos pernoitar ali e nesse pernoite quando já estávamos nos preparando para ficar por ali mesmo veio  uma senhora perguntando se nós queríamos uma habitação e nós aceitamos na hora, pois qualquer habitação seria melhor que ali e para nossa surpresa ela nos levou a umas cabanas de frente para o oceano pacífico. Não tem aquelas cabanas que são todas preparadas com carinho em que até a colcha é de crochê e até cama box e  churrasqueira.  Ficamos sem acreditar, mas isso meus amigos de frente para o Pacífico.

Então podemos ver o sol se por no Pacífico com um lindo sol vermelho, coisa que na nossa região é ao contrário, o sol nasce no mar, fizemos uma comprinha básica para um belo churrasco em frente ao Pacífico, foi sensacional, um dia simplesmente memorável.

Passada a noite naquela memorável cabana nós fomos para a cidade de Caldeira em que podemos parar as motos, colocar os pés no Pacífico que é gelado, muito gelado e a paisagem com as pedras criadas pelos vulcões e aquela situação caótica que não nasce nada somente pedra, pedra, pedra. Foi um dia em que a gente parou para analisar como o motociclismo é importante na nossa vida, porque nós só estávamos vivendo aquela experiência maravilhosa por sermos motociclistas e por termos  dedicado nossa vida ao motociclismo.

Parando em La Serena, passamos uma noite super gostosa e  fomos a Los Andes que é uma cidade perto da divisa da Argentina e do Chile e lá foi o local com o hotel mais ruim de toda viagem, na verdade era um quarto, mas naquela situação nós estávamos agradecendo a Deus por ter um lugar para dormir, um lugar calmo e sereno.

No dia seguinte nós iríamos fazer a divisa do Chile para a Argentina e nos famosos caracóis em tivemos a oportunidade de visitar em outra viagem a estrada estava sendo reformada e só dava para passar a noite. Acordamos cedo e fomos em direção aos caracóis, infelizmente ainda estava noite e não deu para ver nada, pois ainda estava escuro e o que nos acompanhou na travessia desse dia foi o frio, pegamos -7 graus, realmente muito frio.

A viagem se tornou longa e a mão, o pé, enfim tudo sofreu. A nossa sorte que subida dos caracóis nós paramos e todos colocaram as suas roupas de frio.

Subir os caracóis sempre é uma emoção, chegando na aduana fomos muito bem recebidos pelos fiscais, mas não tivemos coragem de seguir em frente porque o frio realmente estava demais, ficamos mais duas horas ali dentro esperando o sol nascer até porque ver a paisagem do lado dos caracóis no outro dia já de sol claro, porque tem umas passagens de túneis e imensos rios secos, mas são imensos de largura que aguardam as águas do degelo.

Fizemos uma viagem maravilhosa cheia de emoção e chegamos a Mendonça.

Mendonça foi o nosso décimo dia de viagem e lá ficamos o dia todo sem fazer nada, andando para lá e para cá, fomos visitar o Shopping Center, as lojas, comemos o tradicional Parrilha e churrasco. Foi um dia esplendoroso, muito barata a acomodação  na faixa de cem reais para três pessoas.

Foi um dia maravilhoso onde conhecemos um pouco de uma cidade considerada grande e que compensa ficar realmente um dia em Mendonça.

No décimo segundo dia de viagem que era o dia onze de abril fomos de Mendonça a Vila Carlos Paz. A viagem em si é maravilhosa, viagem com muita serra, montanhas com vegetação própria, um verde super lindo e com verdadeiro cheiro de mato e a estrada é como se estivesse chegando a Gramado-RS, muito arborizada e com restaurantes, bem gostosa de se fazer, de se curtir e quando se chega a Vila Carlos Paz aí temos outra grata surpresa.

A cidade é formada em um lago ou rio com vários barcos, não sabemos precisar, mas se parece muito com Gramado-RS  com muita opções  de restaurantes e lazer e o pôr do sol no lago é maravilhoso, inclusive existe uma obra que é um avião de caça que foi utilizado nas Guerras das Malvinas.

Foi uma noite memorável, compensa realmente visitar a Vila Carlos Paz.

No dia seguinte, décimo segundo dia, fomos em direção a Vila Guaim. Vila Guaim é uma viagem diferente porque é somente reta, muita reta. A cidade é muito gostosa onde todos ficam reunidos na praça central onde muitos jovens ficam sentados na grama e o domingo gira em torno da praça.

Estacionamos as motos em frente ao hotel e para nossa surpresa vieram conversar conosco os motociclistas da cidade, eles pertenciam ao Moto Clube La Roca e gentilmente nos convidaram para jantar com eles.

Queridos amigos motociclistas, só de falar já nos emocionamos, mas viver aquilo que vivemos junto com os motociclistas do La Roca Moto Clube não tem preço e não temos como transmitir a nossa emoção.

Foi uma noite de muita descontração, em que você vê que no motociclismo realmente existe uma irmandade, que o motociclismo tem essa força da união.

Todos foram especiais, onde abriram a sede deles e fizeram um belo churrasco a “lá Argentino” para nós tornando a noite muito grata e que ficou marcada em nossos corações durante essa viagem por ver que o motociclismo realmente é universal e que todo mundo que gosta de andar de moto sente a base do motociclismo.

Assim, aqui fizemos um agradecimento de coração a todos os associados do Moto Clube La Roca, obrigado por nos deixar viver uma emoção tão grande.

No outro dia que era o décimo terceiro dia, saímos de Vila Guaim e fomos para Rivera, onde fizemos a aduana da Argentina para o Uruguai e tudo correu tranquilamente com o pessoal muito receptivo junto a aduana e não tivemos qualquer problema e a viagem é igualmente muito gostosa.

Uma das grandes vantagens de andar por esses países é que as pistas são maravilhosas, chegando a Rivera, descansamos, tomamos aquele banho gostoso e fomos caminhar um pouquinho e ver as lojas.

Já era a nossa programação ficar mais um dia em Rivera e foi um dia de compras, sentar no banco e ver o pessoal passar com sacolas enormes para lá e para cá, tomar nossa cerveja e coca cola acompanhada de uma picanha grelhada, realmente um dia para não se fazer nada.

Foi um dia para relembrar a nossa viagem, foi um dia prazeroso e quando a gente fala que as mulheres saem para fazer compra e sentem-se felizes realmente é uma delícia. Fizemos muitas compras com várias bobagens e aconteceu uma situação muito engraçada em que eu comprei umas mercadorias e fui em uma loja guardei num armário, peguei a chave de outra porta e quando voltamos foi uma confusão, chama guarda, chama porteiro... Fomos ver na câmera e lá tinha eu colocado em outro armário, pensa na confusão dentro de uma loja.

Foi um dia maravilhoso que passamos em Rivera.

No décimo quinto dia viemos de Rivera a Vacaria, aí a emoção foi forte por chegarmos ao Brasil, foi muito bom viajar, foi maravilhoso conhecer esses países e ter tido  essa experiência, mas chegar ao Brasil foi outra sensação muito prazerosa, sentir o cheiro do nosso Brasil e saber que ali é a nossa terra, a nossa casa foi muito gostoso.

Olhamos um para o outro e pensamos “Ufa, conseguimos!!! Estamos aqui, estamos na nossa terra!!!” Foi maravilhoso poder dizer: “Eu estou no Brasil”.

Em Vacaria ficamos em um ótimo hotel e a janta num restaurante próximo foi excelente. Foi simplesmente uma noite maravilhosa e poder dormir “em casa”.

No décimo sexto dia, o último dia da viagem, viemos de Vacaria a Lages, onde nos despedimos e encerramos a nossa viagem juntos, ali cada um tomou o seu caminho, mas tenho a certeza que todos os momentos vividos nesta viagem jamais sairá do nosso pensamento e da nossa alma, que a recordação será eterna em nossas vidas  e que cada momento vai ser lembrado  não só como uma lembrança, mas sim como uma grande emoção vivida por nossos corações.

Por fim, temos que acrescentar que na nossa viagem levamos o bodinho de pelúcia como bichinho de estimação e foi ele que nos acompanhou nesses quilômetros todo, e por incrível que pareça foi muitas vezes a emoção da viagem com as crianças chegando na moto, pulando de alegria, querendo bater foto e foi muito especial ter a companhia do nosso bodinho ao qual demos o nome de LAMPIÃO e que foi feito com muito amor e carinho. Sem dúvida é um bodinho internacional.

MotociclismoSC

UIisses José Ferreira Neto

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Eventos – Responsabilidade de Organizar

         Todos sabem que organizar e fazer realizar um evento não é fácil.

         Já vimos muito Moto Clube idealizar e fazer acontecer um evento super unido e no final do evento não existir mais o Moto Clube, tudo em decorrência das divergências de opiniões e procedimentos.

         Já vimos brigas, algazarras, noites inteiras sem descanso, ou seja, sem poder dormir, nas barracas, em face de vizinhos barulhentos, até ataque de espirito ruim já presenciamos.

         Tudo acontece nos eventos e por esses acontecimentos é que os Organizadores de Eventos tem que tomar cuidado, cuidado redobrado, pois se seu Moto Clube fizer um evento e algo der errado, vai ter consequências.

         O Tribunal de Justiça condenou os Organizadores de um Evento ao pagamento de R$ 100.000,00 de indenização, veja notícia do julgamento abaixo.

 

FAMÍLIA DE HOMEM ESPANCADO POR MOTOQUEIROS RECEBE INDENIZAÇÃO DE R$ 100 MIL

12/11/2013 18:58            

A 5ª Câmara de Direito Civil deu parcial provimento ao recurso de empresa em cujo estabelecimento ocorreu um homicídio, e fixou em favor da família da vítima indenização por danos morais e materiais no valor de R$ 100 mil.

 Consta dos autos que, no ano de 2000, a recorrente alugou seu estabelecimento para um encontro de motoqueiros; no estacionamento do local, os ânimos se alteraram em razão do som de um carro, que os presentes julgaram estar alto demais. A confusão começou quando a vítima, negando-se a diminuir o volume do som, foi agredida até a morte por um grupo de homens que participava do evento.

Em sua defesa, a empresa apelante sustentou que não houve falha no esquema de segurança, e que o infortúnio foi de responsabilidade exclusiva da vítima, que adotou na ocasião um comportamento provocativo.

Para o desembargador Sérgio Izidoro Heil, relator do recurso, essa versão não ficou comprovada, já que não há nos autos nada que indique que a vítima teve atitude agressiva ou exageradamente inadequada na noite dos fatos. Quanto à atitude negligente dos seguranças, o desembargador baseou-se em depoimentos de testemunhas, que não fizeram nenhuma referência a tentativa dos seguranças do estabelecimento de impedir a agressão.

"Assim, ausente prova da inexistência de falha na prestação do serviço e/ou da culpa exclusiva da vítima, resta configurada a responsabilidade civil objetiva da demandada, uma vez que o falecimento da vítima decorreu das agressões sofridas no interior da casa noturna, enquanto desfrutava dos serviços ofertados", concluiu o desembargador (Apelação Cível n. 2010.052428-8).

 

                Então queridos Organizadores de Evento, todo cuidado é pouco e o custo pode ser altíssimo.

MotociclismoSC

Ullisses José Ferreira Neto

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Abuso de Poder da Autoridade Policial

                Temos que concordar que a autoridade policial é de super importância em uma sociedade, pois somente ao Estado é dado o poder de resolver e ditar a solução dos problemas entre seus membros.

                A autoridade policial é muitas vezes injustiçada pela sociedade, pois em vez de respeito e admiração, eles são tratados como uma “laranja podre” dentro da sociedade.

                Isso se deve sem dúvida há policiais sem ética, sem princípios morais e principalmente sem conhecimento técnico de sua profissão, que se impõe pelo cargo que ocupa e não por sua educação e habilidade frente as dificuldades que enfrenta no dia a dia.

                Agora, as ditas “autoridades” públicas tem com o que se preocupar, pois seus atos de abuso de autoridade, de denegrir a honra das pessoas, agressão física injustificada e acima de tudo a violação dos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, terão punição direta, ou seja, as Autoridades poderão ser responsabilizadas diretamente por seus atos.

                Em recente decisão judicial o Superior Tribunal de Justiça assim decidiu:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. LEGITIMIDADE DE AGENTE PÚBLICO PARA RESPONDER DIRETAMENTE POR ATOS PRATICADOS NO EXERCÍCIO DE SUA FUNÇÃO.

Na hipótese de dano causado a particular por agente público no exercício de sua função, há de se conceder ao lesado a possibilidade de ajuizar ação diretamente contra o agente, contra o Estado ou contra ambos. De fato, o art. 37, § 6º, da CF prevê uma garantia para o administrado de buscar a recomposição dos danos sofridos diretamente da pessoa jurídica, que, em princípio, é mais solvente que o servidor, independentemente de demonstração de culpa do agente público. Nesse particular, a CF simplesmente impõe ônus maior ao Estado decorrente do risco administrativo. Contudo, não há previsão de que a demanda tenha curso forçado em face da administração pública, quando o particular livremente dispõe do bônus contraposto; tampouco há imunidade do agente público de não ser demandado diretamente por seus atos, o qual, se ficar comprovado dolo ou culpa, responderá de qualquer forma, em regresso, perante a Administração. Dessa forma, a avaliação quanto ao ajuizamento da ação contra o agente público ou contra o Estado deve ser decisão do suposto lesado. Se, por um lado, o particular abre mão do sistema de responsabilidade objetiva do Estado, por outro também não se sujeita ao regime de precatórios, os quais, como é de cursivo conhecimento, não são rigorosamente adimplidos em algumas unidades da Federação. Posto isso, o servidor público possui legitimidade passiva para responder, diretamente, pelo dano gerado por atos praticados no exercício de sua função pública, sendo que, evidentemente, o dolo ou culpa, a ilicitude ou a própria existência de dano indenizável são questões meritórias. Precedente citado: REsp 731.746-SE, Quarta Turma, DJe 4/5/2009. REsp 1.325.862-PR, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 5/9/2013.

 

                Assim, a Autoridade Policial que abusar de seu poder e cometer atos fora dos ditames legais pode responder pessoalmente pelos danos que seus atos causar.

                MotociclismoSC

 

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Rota Santa & Bela Catarina

O Motociclista Wagner Sandoval Barboza criou a ROTA SANTA & BELA CATARINA, que estadetalhada no site Oficial www.rotasantaebelacatarina.com.br inclusive várias fotos do trajeto (Ilha e Continente).

 Esta Rota foi criada com o objeto e desejo de:

1 . Divulgar e mostrar, em apenas uma Rota (dois trechos que somam 580 Km ( 109 + 471) Ilha, Dunas, Lagoas, Litoral, Serra e Planalto Catarinense, sem dúvida umas das GRANDES BELEZAS DE SANTA CATARINA;

2 . Divulgar, em especial, a Ilha de Florianópolis e a Serra do Rio do Rastro uma das mais belas estradas do Brasil, sendo que o motociclista Wagner trabalhou na sua pavimentação(toda de concreto);

            3 . Oferecer, principalmente, aos MOTOCICLISTAS um roteiro lindo para suas aventuras;

Além de ficar gravado nos olhos, e coração quem completar a ROTA SANTA & BELA CATARINA receberá uma certificação (diploma numerado e constar no Site Oficial com o registro em fotos do participante) da realização do projeto e ainda um KIT especial que contém: Camiseta, Pin, Patch, Adesivo;

Os registros das viagens dos motociclistas que concluíram o projeto podem ser vistas no site acima indicado ou ainda também na página do Facebook:  https://www.facebook.com/rotasantaebelacatarina

 Ainda o motociclista. Wagner se propõe a ajudar caso os Motos Clubes desejem criar grupos para fazer o trajeto da rota, para tanto poderá: 1. buscar um preço melhor com desconto (apesar do preço ser simbólico, pois existe o custo dos materiais do Kit, da manutenção do site, além do custo de criação de todos materiais/site); 2. Receber diretamente as fotos por e-mail fazendo a atestação no site Oficial para facilitar).

 Ainda sugere o motociclista Wagner que a Serra seja feito de baixo para cima (inúmeras vantagens), que ele está à disposição para aconselhar aos motociclistas que pretendem realizar o projeto.

O custo da participação do projeto é de R$ 200,00.

É necessário para a concessão da certificação 3 fotos no Continente (Laguna, Serra do Rio Rastro, Urubici) e 3 fotos na Ilha (Ponte, Lagoa da Conceição e Jurerê Internacional) e ainda 4 fotos aleatórias.

Informar:

1º) Nome completo

2º) Cidade

3º) Endereço completo

4º) Tamanho da camiseta

5º) Depósito do valor

 

O Motociclista Wagner fica à disposição para maiores informações.

Wagner Sandoval Barbosa -  wagnersb.fln@gmail.com - Rota Santa & Bela Catarina

https://www.facebook.com/rotasantaebelacatarina

www.rotasantaebelacatarina.com.br

 

MotociclismoSC

 Ulisses José Ferreira Neto

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Região Sul - Valente Fazedor de Chuva - 19-04-2014

Região Sul - Valente Fazedor de Chuva - 19-04-2014

Região Sul – (Içara, Balneário Rincão, Criciúma, Nova Veneza, Forquilhinha, Maracajá, Balneário Arroio do Silva, Araranguá, Meleiro, Morro Grande, Timbé do Sul, Turvo, Jacinto Machado, Ermo, Sombrio, Santa Rosa do Sul, Balneário Gaivota, Passo de Torres, São João do Sul, Praia Grande) - SEGUNDO DIA 19-04-2014 - Nos mostrou o projeto - Valente Fazedor de Chuva(Ir em todas as cidades do Estado) que parecia ser de fácil realização não seria tão fácil assim, na verdade ele vem se mostrando um desafio, pois chega uma hora que até tirar o capacete na frente de uma prefeitura dói, sair da moto, preparar a máquina fotográfica e voltar a rodar vai cansando a cada prefeitura visitada.
 Outro obstáculo que realmente faz diferença é a lombada, pois o motociclista tem que fazer toda a redução e aumento de marcha, chegando a hora em que a paciência já foi e se vai pulando as lombadas mesmo.
 O desafio do Fazedor de Chuva Valente é mais difícil pois se tem que tirar uma foto na frente da prefeitura de cada município, e geralmente o paço municipal fica “escondido”, dessa forma se tem que ingressar nas cidades e perder um bom tempo localizando a prefeitura. Se fosse no portal da cidade seria bem mais fácil.
 Esse projeto, como já deu para sentir não é para ser fácil é para testar o foco e a capacidade de cada motociclista.
 Porém, nesse primeiro dia da realização do desafio, ficou uma coisa bem clara e cristalina: Santa Catarina é muito linda e sem dúvida temos que visitar mais o nosso Estado.
 Geralmente escutamos, sem razão, que o projeto não tem graça, pois, não se visitam as atrações turísticas das cidades. Temos que ter em mente a finalidade do projeto, que é andar de moto nas cidades de Santa Catarina, ou seja, o foco é andar de moto e pronto.
 E só o fato do projeto nos levar onde certamente nunca iriamos, pequenas e longínquas cidades de Santa Catarina, já vale a pena, pois por incrível que pareça ao entrar na cidade já descobrimos qual cidade vale a pena ser visitada.
 Ficou visível como os administradores públicos não dão importância ao turismo, mesmo sendo Santa Catarina um estado Turístico, pois as atrações das cidades são muito mal sinalizadas, placas indicativas quase nenhuma, enfim falta muito para nossas cidades poderem chegar a uma excelência em turismo.
 A viagem se tornou cansativa ao extremo, ao ponto de subir e descer da moto se tornar algo penoso, e ainda para ajudar nas últimas cinco cidades a chuva veio forte, aí complicou mais ainda, com chuva tudo muda e complica.
 Mas, sempre que não podemos suportar, o Grande Arquiteto do Universo nos manda um anjo. Estamos entrando em Criciúma, com muita chuva, muita chuva, e perguntamos para um senhor em uma CG onde era a Prefeitura, ele nos olhou e falou, “vem comigo”, e ele nos deixou em frente a prefeitura. Realmente, naquela hora, com aquela chuva, sem dúvida foi um anjo que nos foi enviado.
 Deixamos para pernoitar em Forquilhinha, pois lá tem o Hotel Dona Ema e a Sant Bier, que sem dúvida é uma atração especial. Já era final da noite e com chuva. Chegamos ao hotel e fomos informados que o mesmo estava totalmente lotado, pensem na expressão de desânimo e desespero, pois a única certeza da viagem era a hospedagem do hotel. Aí vem o mundo do motociclismo e nos prova que na vida não podemos ter certeza de nada, e assim, a noite e com chuva fomos procurar uma hospedagem, ao chegarmos no hotel em Nova Veneza foi só cair na cama e sonhar com a minha sexy, inteligente, querida, meiga e sensível “Safira”, minha doce moto e esperar o dia amanhecer para “cair” na estrada novamente.
 Ulisses José Ferreira Neto

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Valente Fazedor de Chuva - O Ínício

18-04-2014
A primeira pergunta que fazem é: O que é isso? Então explicamos que é um projeto proposto pelos Fazedores de Chuva –
www.fazedoresdechuva.com -  em que o objetivo é visitar as 295 cidades de Santa Catarina.
Após esse pequeno esclarecimento as pessoas fazem diversas perguntas. Entre elas: Para que? O que vão ganhar?  Aí respondemos que o motivo que nos leva a tentar cumprir esse desafio é estar na estrada, ir a lugares onde nunca fomos e ganharmos um prêmio maravilhoso que dinheiro nenhum paga, que é o prazer da alma em “andar de moto”.
Fazer o projeto também nos trouxe outro enorme prazer que é a elaboração e planejamento da viagem, pois isso faz com que viajemos antes de subir na moto.
Aproveitamos o feriado de Páscoa e Tiradentes, 18-04-2014, e iniciamos assim o projeto e para tanto fomos ao Sul do Estado. Planejamos sair na quinta logo após o meio dia e ir a Passo de Torres, iniciando assim a visita às cidades.
Porém, como tudo na vida a gente faz os planos e a vida faz a realidade, só saímos de Itajaí perto das 16: 30 horas, pegamos uns “engarrafamentos” na BR 101, especialmente em Florianópolis, Morro do Cavalo e Laguna.
Boa parte do trajeto, na verdade quase todo, foi feito a noite, e sem dúvida um dos prazeres da viagem foi a companhia agradável e linda da LUA, vixe, que lua maravilhosa. Ela estava diferente, enorme e avermelhada, sem dúvida, por isso o projeto já atendeu o objetivo só com esse aspecto.
Chegamos a Passo de Torres perto das 22:00 h e já notamos que falta aos Municípios de nosso Estado visão para o turismo. Em Passo de Torres procuramos um hotel e não encontramos qualquer indicação, qualquer placa indicando a rota. Na verdade não encontramos placas indicando a beira mar, ou mesmo o centro. Encontramos placas indicando onde ficava a ponte para ir a Torres (RS), município vizinho, e assim fomos dormir em Torres, ou seja, deixou SC e o município de Passo de Torres em receber divisas.
Bem amanhã vamos sair cedo para ir visitar as cidades, estamos muito cansados, mas com alma cheia de orgulho e expectativa para amanhã.
Vamos levar vocês motociclistas a esse projeto, pois vamos trazer a cada dia o relato da viagem rumo à realização do projeto “Valente Fazedor de Chuva”.
O SEGUNDO DIA  19-04-2014,  nos mostrou que o projeto que parecia fácil vem se mostrando um desafio, pois chega uma hora que até tirar o capacete na frente de uma prefeitura dói, sair da moto, preparar a máquina fotográfica e voltar a se preparar para rodar vai cansando a cada prefeitura visitada.
Outro obstáculo que realmente faz diferença é a lombada, pois o motociclista tem que fazer toda a redução e aumento de marcha, chegando a hora em que a paciência já foi e se vai pulando as lombadas mesmo.
O desafio do Fazedor de Chuva Valente se torna mais difícil, pois  tem que tirar uma foto na frente da prefeitura de cada município, e geralmente o paço municipal fica “escondido” e  tem que ingressar nas cidades e perder um bom tempo atrás da prefeitura. Se fosse no portal da cidade seria bem mais fácil.
 Esse projeto, como já deu para sentir não é para ser fácil é para testar o foco e a capacidade de cada motociclista.
Porém, nesse primeiro dia da realização do desafio, ficou uma coisa bem clara e cristalina: Santa Catarina é muito linda e sem dúvida temos que visitar mais o nosso Estado.
Geralmente escutamos, sem razão, que o projeto não tem graça, pois, não se visitam as atrações turísticas das cidades. Temos que ter em mente a finalidade do projeto, que é andar de moto nas cidades de Santa Catarina, ou seja, o foco é andar de moto e pronto.
E só o fato do projeto nos levar onde certamente nunca iriamos, pequenas e longínquas cidades de Santa Catarina, já vale a pena, pois por incrível que pareça ao entrar na cidade já descobrimos qual cidade vale a pena ser visitada.
Ficou visível como os administradores públicos não dão importância ao turismo, mesmo sendo Santa Catarina um estado Turístico, pois são muito mal sinalizadas, placas indicativas quase nenhuma, enfim falta muito para nossas cidades poderem chegar a uma excelência em turismo.
A viagem se tornou cansativa ao extremo, ao ponto de subir e descer da moto se tornar algo penoso, e ainda para ajudar nas últimas cinco cidades a chuva veio forte, aí complicou mais ainda, com chuva tudo muda e complica.
Mas, sempre que não podemos suportar, o Grande Arquiteto do Universo nos manda um anjo. Estamos entrando em Criciuma, com muita chuva, muita chuva, e perguntamos para um senhor em uma CG onde era a Prefeitura, ele nos olhou e falou, “vem comigo”, e ele nos deixou em frente a prefeitura. Realmente, naquela hora, com aquela chuva, sem dúvida foi um anjo que nos foi enviado.
Deixamos para pernoitar em Forquilhinha, pois lá tem o Hotel Dona Ema e a Sant Bier, que sem dúvida é uma atração especial. Já era final da noite e com chuva. Chegamos ao hotel e fomos informados que o mesmo estava totalmente lotado, pensem na expressão de desânimo e desespero, pois a única certeza da viagem era a hospedagem do hotel. Aí vem o mundo do motociclismo e nos prova que na vida não podemos ter certeza de nada, e assim, a noite e com chuva fomos procurar uma hospedagem,  ao chegarmos foi só cair na cama e sonhar com a minha sexy, inteligente, querida, meiga e sensível “Safira”, minha doce moto.
No terceiro dia – 20-04-2014  – iniciamos cedo o projeto e quando subimos na moto estávamos renovados para um novo dia, porém esse dia foi diferente, estávamos mais tranquilos, curtindo cada km na viagem.
Depois de visitar as prefeituras chegamos a conclusão que algumas cidades estão jogadas ao vendo, sendo que os Prefeitos não cuidam nem do prédio da Prefeitura, imagine da cidade. Tem prefeitura que nem nome ou indicação tem, realmente é de se admirar.
Tudo correu tranquilamente até o final da tarde, quando chegamos a Orleans e fomos a Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima, sendo que essas cidades ficam em um braço onde você tem que ir e voltar pela mesma estrada, não existe ligação asfáltica com outra cidade.
Quando saímos de Orleans a chuva fina chegou, e fomos assim até Rio Fortuna, sendo que logo após nos dirigimos a Santa Rosa de Lima que para chegar é uma serra, sobe e sobe. Quando iniciamos a subida a chuva fina veio e a noite também, e desafiando a serra fomos assim mesmo.
Aí vem a tradicional pergunta: O que estamos fazendo aqui? A resposta é: Estamos vivendo e andando de moto. É demais estar vivo e sentir essa sensação.
Quando chegamos a Santa Rosa e começamos a descer a serra a chuva veio forte e torrencial, não dava para ver nada. Estávamos trazendo a moto com todo cuidado, e com muita dificuldade, quando o Grande Arquiteto do Universo nos mandou um novo anjo, pois fomos ultrapassados por um carro Fiat Uno e logo em seguida o mesmo diminuiu a velocidade, ligou o pisca alerta e assim desceu toda a serra na nossa frente indicando o caminho por onde devíamos ir. Só de escrever e lembrar ficamos arrepiados. Chegando ao pé da serra ele acelerou e nem sequer  podemos dizer obrigado.
Paramos para dormir em Gravatal, sem dúvida um lindo dia de viagem.
No Q UARTO dia – 20-04-2014 – ainda faltavam 13 cidades para fazer todo o Sul do Estado. Chegou uma hora que dava  vontade de deixar para depois, mas o projeto Fazedor de Chuva Valente é viciante, você passa  a ter necessidade de fazer, de ir em todas as cidades.
Começamos a fazer contagem regressiva e a cada cidade visitada uma alegria ia invadindo nossos corações.
Finalmente faltava Garopaba, que era a última cidade. Que alívio, tínhamos a sensação que íamos conseguir, quando passamos por uma placa indicando a cidade de “Pescaria Brava”. Vixe, que susto, que “balde de água”. Então só nos restou fazer a volta e vencer também Pescaria Brava, porém são alguns km de paralelepípedos e buracos. A moto pulava junto com os pensamentos.
Finalmente, após Pescaria Brava chegamos a Garopaba, que é uma linda cidade, lar dos Garoupas do Asfalto e queridos amigos, achamos a Prefeitura e tiramos a última foto e ali naquele momento completamos a viagem a que nos propomos, visitando 46 cidades do sul do Estado.
Agora falta:  295 – 46 = 249 cidades e já sabemos que temos uma tarefa difícil pela frente, porém andar de moto nos estimula e nos mantém vivos, andar de moto FAZENDO CHUVA nos mantém na estrada com amor e coração.

 

FOTOS - http://www.motociclismosc.com.br/fotos_mostra.php?foto=56
Ulisses José Ferreira Neto

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