INFORMATIVOS

2014 04 19 - Valente Fazedor de Chuva

O projeto que parecia fácil no primeiro dia já mostrou seus desafios, pois chega uma hora que até tirar o capacete na frente de uma prefeitura dói, sair da moto, preparar a máquina fotográfica e voltar a se preparar para rodar vai cansando a cada prefeitura visitada.
Outro obstáculo que realmente faz diferença é a lombada, pois o motociclista tem que fazer toda a redução e aumento de marcha, chega uma hora que a paciência já foi e se vai pulando as lombadas mesmo.
O desafio do Fazedor de Chuva Valente se torna mais difícil pois se tem que tirar uma foto na frente da prefeitura de cada município, e geralmente o paço municipal fica “escondido” e se tem que ingressar nas cidades e perder um bom tempo atrás das prefeitura. Se fosse no portal da cidade seria bem mais fácil, mas esse projeto, já deu para sentir, que não é para ser fácil é para testar o foco e a capacidade de cada motociclista.
Porém, nesse primeiro dia da realização do desafio, ficou uma coisa bem clara, bem cristalina: Santa Catarina é muito linda e sem dúvida temos que visitar mais o nosso Estado.
Geralmente escutamos, sem razão, que o projeto não tem graça pois não se visitam as atrações turísticas das cidades. Temos que ter em mente a finalidade do projeto, que é, andar de moto nas cidades de Santa Catarina, ou seja, o foco é andar de moto e pronto.
E só o fato do projeto nos levar onde certamente nunca iriamos, pequenas e longínquas cidades de Santa Catarina, já vale a pena, pois por incrível que parece só entrar na cidade já descobrimos qual cidade vale a pena ser visitada.
Ficou visível como os administradores públicos não dão importância para o turismo, mesmo sendo Santa Catarina um estado Turístico, pois são muito mal sinalizados, placas indicativas quase nenhumas, enfim falta muito para nossas cidades poderem chegar a uma excelência turística.
A viagem se tornou cansativa ao extremo, ao ponto de subir e descer da moto se tornar algo penoso, e ainda para ajudar nas últimas cinco cidades a chuva veio e forte, aí complicou mais ainda, chuva tudo muda, tudo complica.
Deixamos para pernoitar em Forquilhinha, pois lá tem o Hotel Dona Ema e a Sant Bier, que sem dúvida é uma atração especial. Já era final da noite e com chuva quando chegamos no hotel e fomos informados que o mesmo estava totalmente lotado, pensem na expressão de desanimo e desespero, pois a única certeza da viagem era a hospedagem do hotel. Aí vem o mundo do motociclismo e nos prova que na vida não podemos ter certeza de nada, e assim, a noite com chuva fomos procurar uma hospedagem, que quando chegamos foi só cair na cama e sonhar com a nossa sexy, inteligente, querida, meiga e sensível “Safira”, minha doce moto.
MotociclismoSC
Ulisses

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Valente Fazedor de Chuva - Sul - Passo de Torres

Valente Fazedor de Chuva
A primeira pergunta que fazem é: O que é isso? Então explicamos que é um projeto proposto pelos Fazedores de Chuva – www.fazedoresdechuva.com -  em que o objetivo é visitar as 295 cidades de Santa Catarina.
Após esse pequeno esclarecimento as pessoas fazem diversas perguntas entre elas: Para que? O que vão ganhar?  Aí respondemos que o motivo que nos leva a tentar cumprir esse desafio e estar na estrada, ir a lugares onde nunca fomos e ganharmos um prêmio maravilhoso, que dinheiro nenhum paga, que é o prazer da alma em “andar de moto”.
Fazer o projeto também nos trouxe outro enorme prazer que é a elaboração, planejamento da viagem, pois isso faz com que viajemos antes de subir na moto.
Aproveitamos o feriado de Páscoa e Tiradentes, 17-04-2014, e iniciamos o projeto e para tanto fomos ao Sul do Estado. Planejamos sair na quinta logo após o meio dia e ir a Passo de Torres, iniciando assim as visitas às cidades.
Porém como tudo na vida a gente faz os planos, porém a vida faz a realidade, só saímos de Itajaí perto das 16: 30 horas, e pegamos uns “engarrafamentos” na BR 101, especialmente em Florianópolis, Morro do Cavalo e Laguna.
Boa parte do trajeto, na verdade quase todo, foi feito a noite, e sem dúvida um dos prazeres da viagem foi a companhia agradável e linda da LUA, vixe, que lua maravilhosa, que lua linda, ela estava diferente, estava enorme e avermelhada, sem dúvida o projeto já atendeu o objetivo só com esse aspecto.
Chegamos a Passo de Torres perto da 22h00min e já notamos que falta aos Municípios de nosso Estado visão para o turismo. Em Passo de Torres procuramos um hotel e não encontramos qualquer indicação, qualquer placa indicando a rota, na verdade não encontramos placas indicando a beira mar, ou mesmo o centro. Encontramos placas indicando onde ficava a ponte para ir a Torres (RS), município vizinho, e assim fomos dormir em Torres, ou seja, deixou SC e o município de Passo de Torres em receber divisas.
Bem amanha vamos sair cedo para ir visitar as cidades, estamos muito cansados, mas com alma cheia de orgulho e expectativa para amanha.
Vamos levar vocês motociclistas a esse projeto, pois vamos trazer a cada dia o relato da viagem em rumo à realização do projeto Valente Fazedor de Chuva.

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4º Aniversário MC Feras da Estrada

É difícil começar a escrever quando o coração ainda pula de felicidade, quando o sangue corre de forma descontrolada pelo corpo, pois buscamos palavras para expressar nossos sentimentos e temos certeza que não vamos encontra-las. Estivemos no evento do 4º Aniversário do MC Feras da Estrada, em Rio dos Cedros. Pensem no evento pank, top, pensem no evento que faz a gente se sentir vivo e acima de tudo se sentir motociclista. Primeiramente temos que destacar a mega estrutura física do evento, sendo que os organizadores do evento incluíram ele no rol dos eventos inteligentes, pois fizeram separação dos espaços,  tendo assim lugar onde se podia estacionar sua moto com segurança, lugar para acampar(área coberta), lugar para o show e lugar para alimentação. Segundo destaque foi os shows, que teve início com um bailão, todos os tipos de música que fez todo mundo dançar e tornou o evento alegre, dinâmico. Após vieram as excelentes bandas, onde os clássicos do rock que são curtidos pelos motociclistas estavam presentes. A alimentação foi outro ponto alto da festa, onde a galinha frita, ensopada, macarrão caseiro, aipim, batata e uma variedade de saladas fizeram da janta um verdadeiro banquete. O cuidado foi tanto que os talheres vieram embalados, eu seja, chique no último.
Outro ponto importante foi a alegria dos motociclistas que estavam no evento, todos alegres e felizes por ali estarem.
O que falar o que dizer se as palavras não exprimem a real emoção de estar no evento.
Claro que tudo não é perfeito, mas certamente o mais imperfeito são os motociclistas que vão ao evento para reclamar e ser deselegantes, pois chega-se ao cumulo de achar o valor da entrada caro, R$ 7,00. Por esse valor poder jantar 0800, ouvir música, estar entre amigos é barato, muito barato. Temos que pensar que se formos sair de casa para reclamar, para ver tudo ruim e melhor em ir.
Todos que são motociclistas sabem o quanto trabalhoso é a preparação de um evento e só de ter coragem de fazer o evento já é louvável, pois o evento permite o motociclismo expressar sua verdadeira essência que é estar na estrada e confraternizando com amigos.
Nós motociclistas que curtimos a festa de Aniversário do MC Feras da Estrada só temos a agradecer e pedir desculpas pelos motociclistas que esqueceram o espírito motociclístico em casa, ou quem sabe, nunca tiveram.
Obrigado Feras da Estrada.
MotociclismoSC

Ulisses

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2º Moto Passeio Feminino SC

Nós Motociclistas sabemos que o motociclismo nos surpreende e nos renova a cada
passeio, a cada nova emoção vivida na estrada e nas companhias dos companheiros
de Estrada.

                Sabemos também os Motociclistas Homens que as Mulheres nos surpreendem a cada dia de nossas vidas e
elas nos renovam a cada passeio que estão presente, a cada emoção que fazem a gente, Motociclista Homem, a viver nas estradas em companhia delas.

                Mas não vamos dar enfoque ao lado feminino, ao lado lindo da mulher como mulher, pois esse lado não existe o que falar, pois elas já estavam lindas, encantadoras e acima de tudo femininas, cada uma delas com o seu
jeitinho e modo de ser mulher, com o orgulho de ser mulher.

                Vamos dar ênfase ao lado que muitos Homens Motociclistas se recusam a ver, a imaginar e muito menos aceitar, vamos dar enfoque ao lado que elas não precisam dos Homens Motociclistas, não que elas considerem os Motociclistas Homens dispensáveis, nos achamos(rsss).

                Mas para viverem emoções que o Motociclismo Proporciona,  as Mulheres tem tudo,  a inteligência, o poder, e a habilidade para traçarem seus destinos Motociclísticos por conta própria.

                Isso ficou comprovado, mais que comprovado, quando da realização do Segundo Moto
Passeio Feminino SC, que se realizou no dia Internacional da Mulher, um passeio de ida e volta entre as cidades de Jaraguá do Sul e Rio Negro, 240km.

                As motos que compunham o Comboio eram todas pilotadas por Mulheres Motociclistas,
ou seja, 100% de beleza e emoção.

                E nós como expectadores vimos e presenciamos um passeio de moto, na verdade um
comboio de moto todo organizado, com Briefing na saída, com posições técnicas de comboio perfeitas e no deslocamento ficou provado à habilidade que elas tinham de pilotar suas motos.

                Sem um imprevisto, sem um acidente, todas auxiliando todas e acima de tudo uma alegria e emoção contagiante, onde estar ali participando já era uma emoção que somente um motociclista sabe o que
significa.

                Até deu pena de nós homens, que com nossas pretensas superioridades não faríamos 50% do
que elas fizeram em questão de organização e deslocamento em comboio.

                Todo o passeio estava muito bem organizado, tudo planejado para viver, como foi
vivido, o motociclismo na sua mais pura essência, que é andar de moto fazendo amizade.

                Vejam em nosso site as fotos do passeio e no Facebook, elas por si só já demonstram
tudo que foi o evento.

                Aqui deixamos algo para análise para os motos passeios femininos, talvez estejamos
errados, pois é uma visão de Homem, mas, vamos tomar a ousadia de realizar a seguinte sugestão: 

                - Mais cor de rosa nas motociclistas e nas motos, pois
assim seria mais fácil para os expectadores do passeio identificarem a causa e quem são os pilotos e tornaria a causa do destaque do Dia Internacional da Mulher e da Piloto Mulher mais evidente.

               

                Nós do Site MotociclismoSC deixamos a mensagem para todas as Mulheres que foram no  2º Moto Passeio que estamos orgulhosos de vocês, pois vocês representaram e colocaram o Motociclismo de Santa Catarina em evidência também por suas habilidades e espíritos de Motociclistas.

 

MotociclismoSC

Ulisses José Ferreira Neto

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Ducati Multistrada 1200

Em um final de semana a Ducati - http://www.brasil.ducati.com/index.do -, por sua concessionaria de Florianópolis, localizada na Avenida Ivo Silveira, 3290, bairro Capoeiras, nos cedeu uma máquina de sonho, isso mesmo, andamos com a MULTISTRADA 1200 - DUCATI.

A primeira coisa que chama atenção é ela ser super leve, comparadas com outras motos do mesmo segmento,
parece uma moto de trilha.

Não para por ai, ela se desloca potente na rodovia, pois tem 4 estágios de motor que aumentam a potência do
mesmo, vixe, muita emoção.

Não vamos aqui falar dos aspectos técnicos da moto, ate por não ter conhecimento para isso, mas sem duvida
pilotar a mesma faz o sangue correr, faz a gente se sentir menino com um brinquedo grande.

Outra coisa que gostamos bastante foram os retrovisores que trazem uma ampla visão de quem vem atrás e deixa
pouco ponto cego, fator esse muito importante.

A moto toda é formidável, a moto impressiona por sua cor e pelo ronco do motor, onde ela passa chama a atenção,
embora pareça alto o som do motor quando parada o ronco alto desaparece quando ela esta na estrada rodando, ele some totalmente.

O painel da moto também e pratico e de fácil manuseio, e olha que para nós esses negócios de eletrônico não são
fácil. Mas a mudança do modo de pilotagem e simples, fazer as regulagens dela no painel realmente e muito simples.

Sentimos um pouco o banco, pois estamos acostumados com outra moto, o banco se mostrou um pouco duro, mas no decorrer da viagem essa sensação inicial de desconforto do banco passou.

Sentimo-nos privilegiados em poder guiar uma DUCATI, pois sabíamos que existia, mas nunca achávamos que
poderíamos guiar uma DUCATI, realmente a realização de um sonho.

A moto foi nacionalizada, sendo que dessa forma ficou com os preços atraentes, compensa conferir e realizar um
teste drive com a moto, mas uma opção, na verdade, mas uma grande opção para os
motociclistas que gostam do estilo.

 

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Escapamento Esportivos - Alteração

 

Parecer nº 081/2009
INTERESSADO: Sargento Elsio Balsan – Responsável pelo setor de trânsito do Município de Dionísio Cerqueira.
ASSUNTO: Fiscalização de ruídos emitidos por escapamentos de motos.
I. INTRODUÇÃO
Cuida-se de consulta formulada por Elsio Balsan, Sargento da Polícia Militar de Santa Catarina, com o intuito de obter o pronunciamento deste egrégio Conselho acerca de motocicletas com descarga ou escapamento esportivo, que aos ouvidos do agente parecem emitir ruídos acima do suportável; Salienta o consulente que os escapamentos não se encontram defeituosos no quesito furado ou sem silencioso, sendo apenas barulho anormal; Pergunta se os ruídos emitidos por escapamentos também devem ser medidos por instrumentos, qual o enquadramento e medidas corretas, e se pode ser considerado alteração de característica.
Considerando a competência deste Conselho para responder a consultas relativas à aplicação da legislação de trânsito e dos procedimentos normativos de trânsito, estatuída no art. 14, III, CTB, passa-se a discorrer sobre o tema trazido para análise.
II. GENERALIDADES
Os escapamentos de motos possuem modelos diversos, porém é certo que todos devem possuir silencioso, abafador ou ponteira, normalmente na parte traseira do escape; São confeccionados com vários tipos de matéria prima como por exemplo feito em chapa de aço carbono cromada ou pintada, de alumínio, aço inox, titânio e fibra de carbono, que são materiais mais leves, mais duráveis, mais resistentes à oxidação e mais bonitos esteticamente. Sempre devem conter miolo interno, seja metálico com câmaras (tipo originais) ou lã de vidro (esportivos), para abafar o ruído, mantendo-o dentro dos padrões permitidos, e manter a compressão e bom funcionamento do motor.Basicamente o que diferencia um escapamento esportivo de um escapamento original é que o primeiro possui um design externo diferenciado, seja devido ao formato, material de confecção e estilo, visando deixar a motocicleta com um toque esportivo, ou seja, por abafar menos o ruído, o escapamento esportivo proporciona ao motor um funcionamento mais livre melhorando de certa forma a performance da moto
III. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O Código de Trânsito Brasileiro prevê em seu artigo 230, inciso XI:
Conduzir o veículo com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante.
Da análise do artigo transcrito, percebe-se que são as seguintes situações que caracterizam a infração em tela, senão vejamos:
1. Descarga livre: Significa ser um tubo oco, sem nenhuma espécie de abafador, silencioso ou miolo interno, os quais servem para reduzir os níveis de emissão de ruídos e poluentes, sendo portanto altamente ruidosos; Normalmente são escapes feitos em casa partindo do corte da peça original ou mesmo com a colocação de um cano simplesmente sem nenhum padrão de confecção técnica;
2. Silenciador defeituoso deficiente ou inoperante: Significa dizer que são escapes em que as partes internas, como as câmaras ou miolo interno estão desgastados, bem como a área externa do mesmo esteja quebrada, furada ou danificada, ocasionando assim, emissão de ruído extremamente alta; Ocorre quase sempre nos escapes com muito tempo de uso que em decorrência da corrosão da parte interna, devido ao contato com os resíduos da queima do combustível, que agem como ácido, dissolvendo as câmaras internas e podendo ocasionar furos na parte externa do escape, aumentado assim o nível de ruído.
Tais situações podem ser perceptíveis visualmente pelos agentes de trânsito quando na atividade de fiscalização de trânsito, já que para descarga livre, se o escape for extremamente fino, ou seja, se possuir o diâmetro externo idêntico à medida do tubo que sai do motor (cabeçote ou cilindro), certamente o escape não terá abafador ou miolo, já que para tal, a parte traseira do escape tem que ter no mínimo o triplo do diâmetro da medida do tubo que sai do motor; Além disso o nível de ruído será extremamente alto, bem estridente e agudo, diferente de um escape esportivo com miolo interno em que o ronco é mais grosso e abafado. Para silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante, o escape tem de estar com danos em sua parte interna, ou furos, quebras ou danos na área externa, como bocal traseiro ou corpo do escape furado ou quebrado.
Cumpre salientar que no artigo 230, XI do CTB e até mesmo na legislação de trânsito, não há qualquer previsão de nível máximo de ruído a ser emitido por escapamentos de veículos, e, consequentemente nenhum equipamento deve ser utilizado por agente de trânsito quando da fiscalização de tal equipamento.
Apenas o art. 104 do Código de Trânsito Brasileiro prevê que:
Os veículos em circulação terão suas condições de segurança, de controle de emissão de gases poluentes e de ruído avaliadas mediante inspeção, que será obrigatória, na forma e periodicidade estabelecidas pelo CONTRAN para os itens de segurança e pelo CONAMA para emissão de gases poluentes e ruído.
Pelo artigo 104 do CTB, ficou estabelecida a divisão de competência para fins de inspeção, cabendo ao Contran a forma e periodicidade de avaliação dos itens de segurança e ao CONAMA a forma e periodicidade de avaliação de gases poluentes e ruídos; Desta forma, o Contran estabeleceu as normas referentes à inspeção técnica de veículos conforme art. 104 do CTB através da Resolução nº 84 de 19 de Novembro de 1998, estabelecendo a obrigatoriedade da mesma para o licenciamento de veículos tendo por objetivo inspecionar e atestar as reais condições dos itens de segurança da frota em circulação, sendo que conforme Anexo I da referida Resolução, o sistema de exaustão de gases é um dos itens de análise quando da inspeção; Ocorre porém que tal Resolução teve sua vigência suspensa pela Resolução nº 107 de 21 de dezembro de 1999 do Contran, a qual permanece em vigor.
Quanto à emissão de ruídos emitidos pelo escapamento da motocicleta, a Resolução nº 252 de 01 de fevereiro de 1999 do CONAMA estabelece para os veículos automotores, inclusive veículos encaroçados, complementados e modificados, nacionais ou importados, limites máximos de ruído nas proximidades do escapamento, para fins de inspeção obrigatória e fiscalização de veículos em uso, disciplinando que para veículos nacionais ou importados que atendam aos limites máximos de ruído em aceleração estabelecidos nas Resoluções no 002/93 e 008/93 do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, o limite máximo de ruído para fins de inspeção obrigatória e fiscalização é o ruído emitido por veículos automotores na condição parado, declarado pelo fabricante ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, conforme art. 20, § 6o da Resolução CONAMA no 008/93 ou art. 1o, § 6o da Resolução CONAMA no 002/93, dependendo da categoria de veículo.
Conforme a Resolução 252/1999 do CONAMA, para motocicletas, motonetas, ciclomotores, e bicicletas com motor auxiliar e veículos assemelhados, o limite máximo permitido é de 99Db, sendo tal medição devendo ser realizada de acordo com a norma brasileira NBR 9714 – Ruído Emitido por Veículos Automotores na Condição Parado – Método de Ensaio, no que se refere à medição de ruído nas proximidades do escapamento, utilizando-se equipamento previamente calibrado pelo Inmetro ou laboratórios pertencentes à Rede Brasileira de Calibração.
Quanto à indagação do consulente se a troca do escapamento da motocicleta por escapamento esportivo poderia caracterizar alteração de característica de veículo, necessário salientar que o escapamento esportivo mantém a mesma finalidade técnica que o escapamento original, ou seja, a passagem dos gases do cilindro e a compressão do motor; A proibição de modificação de características de veículo referem-se às estruturais, ou seja, mudanças que fariam com que a motocicleta ficasse diferente e tivesse modificado ou excluído os itens que são obrigatórios no veículo ou na informação do documento do mesmo.
IV. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Do exposto, conclui-se que nas ações de fiscalização de trânsito, apenas poderá o agente de trânsito autuar o proprietário de uma motocicleta, motoneta ou ciclomotor se a descarga estiver livre ou o silenciador de motor de explosão estiver defeituoso, deficiente ou inoperante, conforme previsão do art. 230, Inciso XI do Código de Trânsito Brasileiro.
Naquelas situações em que a descarga não esteja livre ou o silenciador de motor de explosão não esteja defeituoso, deficiente ou inoperante, mas conforme palavras do consulente, “que aos ouvidos do agente parecem emitir ruídos acima do suportável”, não há previsão legal de alguma ação por parte do agente de trânsito, já que deverá ser objeto de inspeção técnica regulamentada pela Resolução nº 84/1998 do Contran, infelizmente ainda com sua vigência suspensa, seguindo-se o preconizado na Resolução nº 252 de 01 de fevereiro de 1999 do CONAMA.
Quanto à troca do escapamento original das motocicletas por escapamentos chamados esportivos, não há que se falar em alteração de característica de veículo já que não refere-se à mudança estrutural do veículo.
É o parecer que submeto à deliberação deste colendo Conselho.

Florianópolis, 27 de janeiro de 2009.
ANDRÉ GOMES BRAGA
Conselheiro do CETRAN/SC

Aprovado por unanimidade na Sessão Ordinária n.º 003, realizada em 27 de janeiro de 2009.

LUIZ ANTONIO DE SOUZA
Presidente
Demais orientações - Parecer 81/CETRAN/SC/2009:

A Resolução nº 228, de 02 de março de 2007 do Conselho Nacional de Trânsito, deu nova redação ao item “10” do inciso IV do art. 1º da Resolução nº 14/98 do Contran, a qual estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências.
“Art. 1º Para circular em vias públicas, os veículos deverão estar dotados dos equipamentos obrigatórios relacionados abaixo, a serem constatados pela fiscalização e em condições de funcionamento:
[...];
IV) para as motonetas, motocicletas e triciclos:
[...];
10) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor, dimensionado para manter a temperatura de sua superfície externa em nível térmico adequado ao uso seguro do veículo pelos ocupantes sob condições normais de utilização e com uso de vestimentas e acessórios indicados no manual do usuário fornecido pelo fabricante, devendo ser complementado por redutores de temperatura nos pontos críticos de calor, a critério do fabricante, conforme exemplificado no Anexo desta Resolução”.

Estabelece a Resolução nº 14/98 em seu art. 9º do Contran, que os proprietários ou condutores, cujos veículos circularem nas vias públicas desprovidas dos requisitos estabelecidos, ficam sujeitos às penalidades constantes do art. 230 do Código de Trânsito Brasileiro, no que couber.
Prevê o art. 230 do Código de Trânsito Brasileiro:

“Art. 230. Conduzir o veículo:
[...];
IX - sem equipamento obrigatório ou estando este ineficiente ou inoperante;
X - com equipamento obrigatório em desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN;
XI - com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante;
[...];
XVIII - em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, ou reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído, prevista no art. 104;
[...]”.
Dos incisos acima transcritos, percebe-se que uma motocicleta que transite com dispositivo destinado ao controle de ruído de motor deficiente, poderia ser enquadrado num primeiro momento nos incisos IX, X ou XVIII do art. 230 do CTB, sendo que pelo princípio da especificidade, é adequado a aplicação do inciso XI por referir-se especificamente à descarga e ao silenciador do motor, cabendo ressaltar que não há qualquer menção relativo a medição de decibéis.
A Resolução nº 204 de 20 de outubro de 2006 do Contran a qual regulamenta o volume e a freqüência dos sons produzidos por equipamentos utilizados em veículos e estabelece metodologia para medição a ser adotada pelas autoridades de trânsito ou seus agentes, a que se refere o art. 228 do Código de Trânsito Brasileiro – CTB, que em um primeiro momento poderia ser aplicada na medição de ruídos emitidos por escapamentos, prevê que excetua-se da aplicação da referida Resolução os ruídos produzidos por motor e demais componentes obrigatórios do próprio veículo; Desta forma, sendo o dispositivo destinado ao controle de ruído considerado componente obrigatório de motocicletas, motonetas e ciclomotores, logo conclui-se que a tabela de decibéis prevista na Resolução 204/2006 do Contran não se aplica para medição de ruídos emitidos por escapamentos.
Comete equívoco o consulente quando alega em seu desiderato que o Parecer 081/2009 aprovado por este Conselho, teria deixado de observar as orientações da Resolução 228/07 do Contran; O citado Parecer é claro ao descrever que o escapamento esportivo possui um design externo diferenciado, seja devido ao formato, material de confecção e estilo, visando deixar a motocicleta com um toque esportivo, ou seja, por abafar menos o ruído, o escapamento esportivo proporciona ao motor um funcionamento mais livre; Desta forma, não é o simples fato de uma motocicleta possuir escapamento esportivo que estará configurada a infração, pois o mesmo poderá ter um design externo diferenciado mas com dispositivo destinado ao controle de ruído de modo a abafar o som de forma adequada; Caso o escapamento esportivo tenha sido fabricado de modo a abafar menos o ruído do veículo, estará ocorrendo a infração do art. 230, inciso XI por estar o mesmo deficiente na sua função para o qual a legislação prevê.
ANDRÉ GOMES BRAGA
Conselheiro Representante da PMSC
Andre lendo a coluna -carta dos leitores- muitos são os comentarios sobre apreensão de motos utilizando escapamentos outros que não os originais, pois bem aqui em Curitiba – Pr as apreensões ocorrem com muita frequencia e as notificações são lavradas alegando o artigo 230 parágrafo XI e o artigo 3º do CTB muitas lavradas com o veiculo em movimento e o condutor nao identificado.Pois bem muitos colegas recorreram seguindo ate mesmo as suas orientações e os recursos foram indeferidos na JARI, mesmo alegando que não houve aferição do nivel de ruido,que o veiculo não foi parado etc e tal.A JARI alega que NÃO SE TRATA DE AFERIÇÃO E NIVEL DE RUIDO E SIM DE ALTERAÇÃO DE CARACTERISTICA DO VEICULO,entao lhe pergunto o que é alteração de caracteristica e o que não é? mais uma vez abraço e este ano o motonline meeting esperamos não seja no dona siroba hahaha
abraço Rui (32), Curitiba – PR

http://www.motonline.com.br/alteracao-de-caracteristicasescapamento-abastecimento-da-moto-no-posto-shell-que-moto-comprar/

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Viagem com GPS - Três Barras

Meus Queridos  Motociclistas

Esse final de semana fui no evento de Três Barras, perto de
Canoinhas. A viagem, o evento tudo foi maravilhoso.

Quero contar para os Amigos Motociclistas que antes de sair de casa
programei o GPS, fiz analise de percurso e todos os estudos possíveis,
inclusive com latitude e longitude.

Programado o GPS fui embora com orientação total, sendo que em um
determinado momento o GPS mandou entrar, eu entrei e peguei uma estrada gostosa
cheia de curvas, mas ...... mas, de repetente acabou o asfalto, e lá estava eu
na estrada de chão. Não sou motociclista de voltar.

O GPS ainda indicava vai reto, em frente e avante. Então obedeci,
mas achando que alguma coisa estava errado.

No caminho três vaquinhas impedindo a passagem, trancavam toda a
rua, parei a moto e passei a tentar enxotar as vaquinhas, dizia “chu” “chu” e
nada, pensei, será que é assim que enxota vaca, então passei fazer vários
“enxotamentos” nada das vaquinhas saírem, então uma delas virou na direção da
moto e eu pensei, to ralado, mas ela vendo o meu desespero resolveu sair da
estrada e as outras foram atrás. Ainda bem que a vaquinha notou que eu já
estava ficando bravo.

Mais na frente encontrei um senhor de idade sentado na varanda de
uma casa, pedi informação de como ir para 3 Barras, ele me olhou estranho, pedi
também um copo de agua, isso era depois do meio dia, um solão quente, ele me
trouxe um copo de água geladinha, do poço, e começou a me explicar o caminho
para Três Barras e eu com o calor não prestei tanta atenção, afinal de conta
tinha o meu GPS, só prestei atenção quando ele falou que tinha que tomar
cuidado na divisão das entradas.

Agradeci a gentileza e me preparei para ir, então o senhor me
perguntou se o aparelho, GPS, era aquele aparelho que guiava a gente e não
deixava a gente se perder. Eu olhei para ele e pensei: “será que ele tá me
sacaneando”, mas educadamente, respondi que sim, mas acrescentei que era bom
sempre confirmar as informações do GPS.

Sai pela estrada de chão e cheguei a tal divisão da estrada, e nesse
momento o meu GPS marcava “nada”, perda de sinal. Não vou dizer para os Amigos
Motociclistas qual caminho tomei, o certo  ou o errado, mas depois de meia
hora estava no caminho correto novamente, andei mais um pouco e logo ingressei
novamente na BR indo para Três Barras.

Só um pensamento me veio a mente:  QUE SAUDADE DO MEU MANINHO
JAIME COM O SEU GPS TURBINADO.

Vejam as fotos e as outras narrativas da viagem em www.motociclismosc.com.br

 

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